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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/07/2011 10:39

PF deflagra operação em 8 Estados de combate a evasão de divisas

Francisco Júnior

Operação foi deflagrada ontem

A Polícia Federal deflagrou uma operação de combate de evasão de divisas em 8 Estados, inclusive Mato Grosso do Sul.

Ontem, policiais blitz realizaram uma bliz região do Brás e do Pari, na cidade de São Paulo, e apreenderam 400 toneladas de tecidos. A carga está avaliada em R$ 6 milhões.

Segundo reportagem do site do Estadão, a ação foi em decorrência do desdobramento da Operação Pomar, desencadeada para investigar crimes de contrabando, importações subfaturadas e lavagem de dinheiro.

A operação se estende a São Paulo, onde se concentram as fraudes, Rio, Santa Catarina, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, e no Distrito Federal. A investigação corre sob segredo judicial, por ordem da 2.ª Vara Criminal Federal em São Paulo, porque vasculha dados bancários e tributários de pessoas físicas e jurídicas.

Conforme a reportagem, a PF e a Receita suspeitam que empresários, com o concurso de laranjas, enviavam US$ 1 milhão por dia à China, Hong Kong e outros paraísos fiscais. A Pomar saiu às ruas na semana passada, quando força tarefa que reúne PF, Receita e Ministério Público Federal deteve 15 empresários e despachantes aduaneiros. Grande contingente de laranjas está na mira da PF, que neles se inspirou para dar nome à missão.

O próximo alvo da Pomar são 32 caminhões já retidos, com 600 toneladas de tecidos. Ao todo, a Justiça Federal decretou a prisão de 17 suspeitos.

As investigações tiveram início há quatro anos a partir da suspeita de fraudes na constituição de empresas, geralmente inexistentes de fato e com sócios sem capacidade econômico-financeira. Essas empresas foram utilizadas para ocultar os reais beneficiários das operações de comércio exterior. Tais beneficiários foram blindados contra fiscalizações da Receita e representações criminais.

Segundo a Receita, o prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento de tributos, foi estimado em R$ 1,5 bilhão. Um auditor da Receita foi enquadrado por suposta facilitação ao contrabando. As autoridades não conferem a esse auditor poderes na estrutura da organização criminosa. "A ação do grupo é montada para iludir o sistema, não para ter colaboração de qualquer órgão público", observa o delegado Souza Freitas.



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