PF detém chefe de bando e apreende 3 milhões de maços de cigarro
Em Mato Grosso do Sul, uma pessoa foi presa em Iguatemi. Estado é rota para mercadoria ilegal que vem do Paraguai

A operação Homônimo, realizada hoje pela PF (Polícia Federal) para combater o contrabando de cigarros oriundos do Paraguai, prendeu um conhecido chefe de quadrilha, encontrou R$ 200 mil, duas armas de fogo e 3 milhões de maços de cigarros. A ação foi coordenada pela polícia de Sorocaba, com mandados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Espírito do Santo.
No Estado, uma pessoa foi presa em Iguatemi. A PF também cumpriu mandados em Naviraí nesta terça-feira (dia 17). Não foi detalhado como o esquema atuava em Mato Grosso do Sul, mas as rodovias locais são tradicionais rota dos cigarros ilegais, que têm origem no Paraguai.
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De acordo com G1 de Sorocaba, foram presas 33 pessoas, sendo uma delas Ednaldo Sebastião da Silva. Ele, que é conhecido como Roberto, já foi alvo de outras operações pelo mesmo crime e atua há dez anos em Sorocaba (SP).
O líder da outra quadrilha também é conhecido como Roberto, por isso a ação recebeu o nome de Homônimo. A identidade dele não foi revelada. A lista de presos inclui um policial militar rodoviário, que não teve o nome e nem lotação divulgados. Ele foi encaminhado ao presídio Romão Gomes, em São Paulo.
Conforme a Polícia Federal, algumas pessoas detidas hoje já foram alvos da operação Mandrin, realizada em 2007 pelo mesmo crime.
As investigações para a ação deflagrada hoje começaram em 2017 e, no decorrer do trabalho, foram presas 25 pessoas, aprendidos 25 veículos (caminhões, vans e automóveis) e 4.276 caixas de cigarro (num total aproximado de 4.276.000 maços).
Faturamento – O cálculo , a partir de preços considerados pela Receita Federal, é que o prejuízo paras as quadrilhas seja de R$ 13.725.960,00. O faturamento com a venda de mercadoria ilegal era de R$ 6 milhões por mês.