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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

27/10/2011 11:21

PM diminui folgas para suprir queda no efetivo do interior depois de prisões

Ângela Kempfer
Coronel David, comandante geral da PM. (Foto: João Garrigó) Coronel David, comandante geral da PM. (Foto: João Garrigó)

O Comando da Polícia Militar teve de remanejar as escalas de plantão no interior para suprir a falta de homens, depois das prisões de militares durante as operações Holambra e Fumus Males.

Segundo o coronel Carlos Aberto David, a PM “fez um planejamento, antes mesmo das prisões, para evitar desfalques. Uma das formas é diminuir folgas”.

O comandante diz ainda que PMs de Dourados devem ser enviados para Naviraí, onde houve o maior desfalque.

Hoje os presos por facilitar a entrada de contrabando no Estado devem ser ouvidos pela Corregedoria da Polícia Militar. Todos estão em Campo Grande.

No total, 23 policiais militares foram presos em Mato Grosso do Sul e 2 são considerados foragidos.

Oito PMs foram presos na operação Holambra, na segunda-feira, além de 13 comerciante e 14 foram presos ontem, na Operação Fumus Males, 9 deles do 12º Pelotão da Polícia Militar de Naviraí.

Além dessas prisões, foram cumpridos 60 mandados de busca e apreensão domiciliar. Veículos usados no contrabando foram apreendidos e contas bancárias bloqueadas.

A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) foi feita em parceria com a Polícia Federal, Receita Federal e a própria Polícia Militar. As investigações mostraram que o grupo atuava há mais de 6 anos, principalmente em Sidrolândia e na região sul do Estados.

As primeiras denúncias foram feitas por adolescentes, flagrados no transporte de contrabando. Os policiais corruptos atuavam em dois grupos, em Sidrolândia. Um cuidava só de contrabando de cigarro. O outro, de produtos eletrônicos, roupas e pneus do Paraguai.

Cada policial tinha a liberdade de negociar os valores da propina pela facilitação.

No trecho da fronteira a Campo Grande, o contrabando era feito em carros de passeio. Os contrabandistas contavam com olheiros com a missão de ver quem estava no posto e verificar se era o policial corrupto. Na Capital, a mercadoria passava para carretas e o carregamento seguia para estados vizinhos.

Já na Região Sul do Estado, além de receberem propinas, os policiais também extorquiam os contrabandistas exigindo o pagamento para a liberação de carregamentos retidos.

Os policiais vão ser denunciados por corrupção passiva, concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa) e formação de quadrilha. As investigações deverão ser concluídas em um período de 15 a 30 dias.

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