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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

23/05/2016 11:53

PM e bombeiros farão greve de um dia em todo o Estado na terça-feira

Com o movimento, fica prejudicado o atendimento a acidentes de transito, emissão de boletins de ocorrência e cai o número de viaturas nas ruas

Alberto Dias
Representantes da PM e Bombeiros se reúnem para anunciar dia de paralisação. (Foto: Alberto Dias)Representantes da PM e Bombeiros se reúnem para anunciar dia de paralisação. (Foto: Alberto Dias)

Parte do efetivo de policiais militares e bombeiros paralisará as atividades nesta terça-feira (24) em Campo Grande e também nos outros 78 municípios de Mato Grosso do Sul. Na Capital, o efetivo de folga foi convocado a comparecer à Praça Ari Coelho amanhã, às 8h, para darem início a um "dia de alerta" em que apenas os serviços essenciais serão mantidos, com uma única viatura funcionando por unidade, o que deve prejudicar a emissão de boletins de ocorrência e o atendimento aos acidentes de trânsito.

Em Campo Grande, a Polícia Militar trabalha normalmente com 30 viaturas de quatro rodas por período, numero que será reduzido para sete - uma para cada microrregião da cidade (Centro, Bandeira, Segredo, Prosa, Anhanduí, Imbirussú e Rochedinho). Já o total de motocicletas nas ruas cairá de 50 para 10, segundo informa o presidente da AOFMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS), Alírio Villasanti. No interior, cada cidade terá apenas uma viatura por unidade. O mesmo vale para o Corpo de Bombeiros. 

Além de pedirem a reposição inflacionária nos salários, as categorias reclamam do sucateamento dos quartéis e viaturas, falta de coletes à prova de balas, ausência de investimentos em tecnologia e más condições de trabalho. "Historicamente, a segurança pública nunca foi prioridade e infelizmente não conseguimos avançar nas negociações com o governo", acrescentou Villasanti, ressaltando que a arrecadação estadual aumentou e que aguardam a reposição que não ocorre desde dezembro de 2014 e que soma 16%.

Para o oficial, novos investimentos são urgentes e imprescindíveis para atender a todas as ocorrências, o que não acontece atualmente, principalmente nos fins de semana, quando a criminalidade é maior. Quanto às viaturas, em Campo Grande a mair parte "não poderia estar rodando", com exceção de 10 Chevrolet S-10 alugadas. "Um exemplo, é a GM Blazer 2008, com mais de 300 mil quilômetros rodados e que atende a população do bairro Nova Lima", aponta o tenente da PM, Thiago Mônaco, que é presidente da ABSSMS (Associação Beneficente dos subtenentes, sargentos e oficiais da PM e Bombeiros) .

As declarações foram prestadas durante coletiva à imprensa esta manhã, em que representantes das associações de classe da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros criticaram o abono de R$ 200 concedido aos servidores estaduais, alegando que "abono não é aumento, tampouco reposição inflacionária". Além disso, "não é incorporado ao salário e pode ser retirado a qualquer momento", reclama o representante dos cabos e soldados da PM, Rafael Ribeiro. "Diferente do que o Governo aponta, a maioria não aceita este abono", esclareceu.

O outro lado - O Governo do Estado se diz preparado para a greve, com estratégias para reforçar o efetivo de modo a não prejudicar o atendimento à população. Ao Campo Grande News, o secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, explicou que o abono está garantido até abril de 2017 e já preparam o anúncio de novos investimentos, porém, isso é feito paralelamente às negociações salariais. "São problemas antigos, anteriores a este governo, que não se resolvem em um mês", ponderou.

Para ele, a questão envolve "três sindicatos que não confiam no trabalho do Governo". Conversei com 48 sindicatos e associações que representam 40 mil servidores, dos quais 38 mil já aceitaram, com exceção dos subtenentes e sargentos da PM", explicou o secretário. "É um direito do servidor fazer greve. Se não estão contentes podemos voltar à estaca zero e reiniciar as negociações, pois governo mais transparente eles não vão encontrar", finalizou, ressaltando que além do salário em dia, MS é um dos únicos estados que "está na mesa de negociações com os servidores para falar de avanços e não de escalonamentos".



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