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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

07/03/2017 16:43

Preconceito faz sobrar 886 vagas no ensino médio em tempo integral

Matrículas em escolas municipais que atendem o dia todo sempre são disputadas; secretária explica que público é outro e que ensino integral é novidade para a juventude

Anahi Zurutuza
Escola do Jardim Tarumã ainda tem vagas (Foto: Marcos Ermínio)Escola do Jardim Tarumã ainda tem vagas (Foto: Marcos Ermínio)
Algumas das salas de aula são diferentes, assim como o método de ensino (Foto: Marcos Ermínio)Algumas das salas de aula são diferentes, assim como o método de ensino (Foto: Marcos Ermínio)

Duas semanas após início das aulas, as escolas públicas estaduais que oferecem ensino médio em tempo integral ainda não preencheram todas as vagas oferecidas. Nestas duas semanas, pelo menos 4,4 mil alunos já tiveram ao menos dez dias letivos, mas em oito das 12 unidades da rede estadual de ensino ainda há 886 vagas disponíveis.

No fim do período de matrículas, que terminou no dia 3 de fevereiro, havia 830 vagas sobrando. O aumento, segundo a assessoria de comunicação da SED (Secretaria de Estado de Educação), foi por conta grande da grande procura em algumas unidades e “adequações no sistema”. Quatro escolas superaram a meta de matricular 350 estudantes.

A realidade é muito diferente da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande, que tem duas escolas que recebem alunos em tempo integral e vagas disputadíssimas.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta, os públicos são diferentes. “A rede municipal recebe crianças pequenas, são os pais, que trabalham o dia todo, que decidem matricular. Já os nossos estudantes têm de 15 a 17 anos, eles têm autonomia e o ensino integral é uma novidade, eles não têm a cultura de passar o dia na escola”, explica.

A Escola Estadual Rita Agelina Silveira, que fica em Dourados – a 228 km de Campo Grande – é a que mais têm vagas de sobra, 278 no total. A secretária explica que a escola é nova e como não tinha alunos já matriculados antes da implantação do ensino integral, houve poucas matrículas.

Em Campo Grande, a Escola Estadual Manoel Bonifácio Nunes da Cunha, que fica no Tarumã – região sudoeste da cidade – tem capacidade para receber 225 alunos ainda.

Além dela, as outras três unidades que oferecem o ensino integral neste ano também têm vagas sobrando.

Serviço - A matrícula pode ser feita pela internet pelo link. Mais informações pelo 0800-647-0028. 

Alunos no intervalo da Escola Estadual Manoel Bonifácio, em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)Alunos no intervalo da Escola Estadual Manoel Bonifácio, em Campo Grande (Foto: Marcos Ermínio)

Realocações – O Campo Grande News recebeu informações de que, enquanto há vagas sobrando em algumas escolas, em outras salas estão superlotadas. Além disso, com o fechamento das turmas de período noturno em unidades da rede estadual, parte dos professores ainda não foi realocada e, por isso, estão sem dar aulas desde o início do ano letivo, em 13 de fevereiro.

A secretária admite que ainda estão sendo feitas adequações. A Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, por exemplo, é uma das que fechou o período noturno, justamente porque o modelo de ensino foi transformado para o tempo integral.

“Fechamos o noturno em algumas escolas, mas abrimos em outras e todos os professores efetivos serão aproveitados”, esclarece.

Já sobre a lotação das salas, a secretária explica que algumas escolas realmente são mais concorridas que as outras, como a Escola Estadual Joaquim Murtinho, que fica na Afonso Pena. “Tem aluno que sai do bairro para estudar no Centro, por vários motivos, alguns porque trabalham na região”, explica Maria Cecília.

A titular da SED diz ainda que nestes casos, a escola atende até a capacidade total, abrindo novas turmas, se necessário. Mas, a central de matricular sempre verifica a possibilidade do aluno ir para outra unidade da rede.



Sou mãe de uma adolescente que estuda em uma dessas escolas. Dizer que estão adequando é querer "remendar" o que deveria ter sido feito antes de enfiarem "goela a baixo" esse ensino em tempo integral. Onde ela estuda não tem refeitório (comem sentados no chão), ficam mais de meia hora na fila pra receberem o almoço e pras meninas que ficam menstruadas não há onde fazer sua higienização, não há quadra coberta, nem laboratorio pra aulas práticas....acho humanamente impossível fazer um aluno render alguma coisa quando ele se encontra fisicamente cansado de passar 9hs dentro da escola.
 
Valeria Gomes em 09/03/2017 09:19:05
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