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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

12/08/2011 17:20

Presidente nacional da OAB pede apuração rigorosa sobre morte de juíza no RJ

Fabiano Arruda

Ophir Cavalcante participou de conferência de Direito nesta sexta em Campo Grande

É preciso adotar tolerância zero para este tipo de situação”, diz presidente da OAB nacional.
É preciso adotar tolerância zero para este tipo de situação”, diz presidente da OAB nacional.

Em Campo Grande para participar de uma conferência de Direito, realizada no Rubens Gil de Camillo, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, pediu nesta sexta-feira apuração rigorosa sobre a morte da juíza Patrícia Acioli, executada a tiros na porta da casa dela, na localidade Timbau, em Piratininga, na região de Niterói (RJ).

Segundo ele, a sociedade brasileira, de regime democrático, não pode viver um momento “de surto” e pediu proteção aos que fazem cumprir a lei no País.

“A OAB está solidária com a magistratura e entende que este foi um recado do crime organizado à sociedade. Temos de reagir e se nada for feito outros tombarão. Não devemos é recuar, pelo contrário, precisamos mostrar ao crime organizado que eles não vão derrotar a Justiça”, afirmou Ophir.

Ele também sugeriu que Polícia e Ministério Público acompanhem os casos dos magistrados em todo País que mais sofrem ameaça, sobretudo, os que lidam com crimes hediondos e milícias. “É necessário monitoramento constante destas situações”, completou, defendendo, ainda, uma força-tarefa na região onde a juíza foi assassinada.

Para o presidente nacional da OAB, o sistema judiciário brasileiro está sendo colocado em xeque com o crime. “É preciso adotar tolerância zero para este tipo de situação”, cobrou.

Segundo levantamento preliminar divulgado nesta sexta pela CNJ (Conselho Nacional de Justiça) o Brasil tem pelo menos 87 magistrados ameaçados e nem todos estão sob escolta ou proteção policial.

O nome da juíza Patrícia Acioli não estava entre os 13 magistrados sob ameaça que constam de lista enviada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao CNJ.

Segundo a corregedora, o assassinato da juíza mostra que o Poder Judiciário pode estar “cochilando” na garantia da segurança de juízes e desembargadores.

Segundo a Polícia Militar do Rio, a magistrada estava dentro do carro, na porta de sua casa, em Niterói, quando homens armados passaram e atiraram várias vezes contra ela.

Patrícia Acioli era responsável por julgar crimes de homicídio em São Gonçalo, segundo município mais populoso do estado, e conhecida por sua atuação contra a violência cometida por policiais militares da região.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, o crime será investigado pela Polícia Federal.

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