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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

21/01/2008 16:01

Saúde contrata cem homens para trabalhar contra dengue

Redação

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) contratou cem homens para compor uma força tarefa que vai reforçar os trabalhos de prevenção à dengue e combate ao mosquito transmissor da doença em Campo Grande. Segundo o chefe do Serviço de Vigilância Epidemiológica do CCZ (Centro de Controle de Zoonozes) Alcides Ferreira, a força tarefa já está em operação e vai trabalhar até dia 31 de março nos bairros que apresentam o maior número de infestação pelo Aedes aegypti.

O trabalho da força tarefa vai ficar concentrado na limpeza de locais usados de forma indevida como depósitos de lixo. "Eles vão usar dez caminhões e pás carregadeiras em mutirões", explicou Ferreira. Ele afirmou que 420 agentes estão em campo no trabalho de combate e prevenção à dengue.

A preocupação é com bairros onde o índice de infestação do mosquito transmissor supera o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que considera 1% como risco de epidemia. A média da cidade está em 0,40%, mas há bairros que ficam acima, como o São Francisco e Taveirópolis que estão com 1,08% de infestação. O Jardim Bela Vista tem 1,35%, o Santa Fé 1,45% e o TV Morena 1,67%. O bairro Cabreúva é o que apresenta o maior índice com 1,77% de infestação.

Conforme Ferreira, os imóveis fechados ainda representam o maior desafio para o combate à doença. No Cabreúva, por exemplo, 19% dos imóveis estão fechados. A situação se assemelha ao Taveirópolis, que tem 8,74% de pendências por imóveis fechados; União com 14,29% e Parati, 10,55%. "Além dos imóveis fechados, ainda temos pessoas que se recusam a receber os agentes, mas neste caso vamos entrar na Justiça porque a pessoa terá que assinar um termo de recusa de entrada".

O chefe do serviço de vigilância revela que foi nas regiões dos bairros aonde há maior nível de infestação em que foram registrados os casos de dengue neste ano. São três casos no Caiçara, São Conrado e Piratininga. Há notificações (casos em investigação) também no Tijuca. Nestas áreas, a prefeitura começou borrifar inseticidas. Já na região do Cabreúva, onde não foram registrados casos, mas a infestação é alta, o inseticida é borrifado de casa em casa.

Para moradores como Márcio Nantes Uehara, 32 anos, há 12 meses no Cabreúva, a expectativa é de que o ano seja mais tranqüilo que 2007 quando toda a família teve dengue. "Ficamos doentes eu, meu pai e minha mãe por cerca de dez dias", conta. Ele explica que fica atento à saúde dos pais, já com 60 anos, porque a doença os debilitou, mas não crê em outra contaminação em 2008. Morando em frente a um terreno baldio e em frente a outro, Uehara diz que liga com freqüência para os proprietários garantirem a limpeza.

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