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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

20/03/2009 10:39

Sem esperanças, mãe já prepara enterro de Dudu

Redação

A delegada da Deaij (Delegacia Especializada em Atendimento à Infância e Juventude), Maria de Lourdes Cano, adiou para a próxima semana a conclusão do inquérito sobre o desaparecimento de Luís Eduardo Gonçalves, o Dudu, mas adianta: "já fechamos o cerco".

A família da criança, que desapareceu aos 11 anos, já está preparada para o pior. A mãe, Eliane Martins, começou uma campanha para arrecadar R$ 123,00 e enterrar o filho "com dignidade".

O valor é referente a parcelas atrasadas de plano funerário. "Quero fazer um enterro em um lugar bom, não no Cruzeiro", justifica. Os pais ainda tinham esperança de encontrar Dudu vivo, mas o "sonho", como diz a mãe, acabou nesta semana. "Sempre senti que ele não estava mais comigo. Eu tenho certeza que ele morreu, eu sinto, sou mãe".

Os pais souberam da descoberta de uma ossada no domingo e no dia seguinte a Polícia convocou os dois para que detalhassem a roupa que Dudu usava no dia do sumiço. "Agora só quero que tudo acabe e que o responsável seja preso".

O pai, Roberto Gonçalves, que desde o primeiro dia fez pessoalmente buscas pela região, agora está "doente", revela Eliane. "Abatido demais e chorando", conta ela que assumiu as "providências" para esperar o anúncio oficial da morte.

A família se convenceu que o assassinato de Dudu ocorreu no mesmo dia em que desapareceu, depois de unir informações colhidas com "amigos" que fizeram ao longo de um ano de investigações, desde dezembro de 2007.

Após um adolescente ser apreendido por roubo, ele acabou ligado ao caso que começou a ser elucidado. Nenhuma informação ainda é oficial, mas o garoto teria presenciado o crime e, inclusive, identificado o local onde o corpo foi enterrado.

Vestígios de roupas que Dudu usava no dia do crime, uma camiseta azul e uma bermuda amarela, também foram encontrados no local, uma área perto do museu José Antônio Pereira.

Os pais acreditam em crime por vingança. Eliane namorava José Aparecido Bispo da Silva na época, mas acabou o relacionamento e foi ameaçada. "Foi ele, a gente não tinha inimigo. O Dudu era um bebê. Depois que a gente se separou ele andou se costurando, uma loucura, para eu voltar com ele."

Eliane terminou o relacionamento dois anos antes do desaparecimento e não foi perdoada. "Depois de tudo ele sumiu, disse que ia trabalhar no interior".

Há seis meses ele não é visto no Jardim das Hortênsias, onde morava. A área onde foi achada a ossada, era freqüentado por Cido. "Nesse local, o Cido foi visto várias vezes de noite, as testemunhas falaram tem tempos", relata Eliane.

A prisão dele é a última notícia aguardada pela família. A ossada foi descoberta no domingo, mas até o momento os pais não foram convocados para que fossem colhidas amostras para exame de DNA.

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