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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

09/09/2017 15:56

Sul-mato-grossenses relatam caos nos EUA com aproximação de furacão

Ricardo Campos Jr.
Foto da família de Carmen (de verde) tirada na tarde deste sábado, a menos de 24 horas da passagem do Furacão Irma pelo local (Foto: arquivo pessoal)Foto da família de Carmen (de verde) tirada na tarde deste sábado, a menos de 24 horas da passagem do Furacão Irma pelo local (Foto: arquivo pessoal)

A aproximação do furacão Irma na costa leste dos Estados Unidos provocou o caos nas cidades que devem ser atingidas pela tempestade. Alguns sul-mato-grossenses que estão naquele país relatam o desespero da população local ao encontrar prateleiras de suprimentos vazias nos mercados, postos de combustível com estoque zerado e lentidão nas rodovias que dão acesso a locais mais seguros.

Família estocou água e comida para consumir durante a tempestade (Foto: arquivo pessoal)Família estocou água e comida para consumir durante a tempestade (Foto: arquivo pessoal)

Carmem Pimpinatti viveu no estado até 2001, quando mudou-se com a família para os Estados Unidos, embora ainda tenha parentes em Dourados, Caarapó e Naviraí.

Hoje ela tem um buffet de comida brasileira e mediterrânea e trabalha também com organização de eventos na cidade de Miami, onde mora em uma área perto do mar que teve ordem de evacuação. Mesmo estando na zona de risco, decidiu ficar em casa durante a passagem do furacão.

“A recomendação era que todos saíssem, buscassem abrigo ou fossem a algum lugar mais a oeste e norte, sair da área de praia, não necessariamente evacuar a cidade como fizeram. Ficou uma coisa parecida com estado de guerra. Todo mundo desesperado. Nos mercados começou a faltar tudo: alimentos de primeira necessidade, não-perecíveis, água principalmente. Nos postos de gasolina acabaram os combustíveis porque todo mundo resolveu encher o tanque, formando filas intermináveis”, relata ao Campo Grande News.

Muitas pessoas, segundo ela, foram para Orlando, onde a meteorologia disse que os ventos seriam mais leves. “Então não tem sentido a gente sair daqui para pegar o furacão um pouco mais fraco em outra cidade onde tem que estar em um hotel, sem saber a estrutura desse hotel e também com o risco de ficar sem água e sem comida”, pontua.

Carmem está tranquila com a família e ainda promete fazer lives pelo Facebook com certa frequência para tranquilizar os familiares no Brasil.

“Nosso condomínio é bem seguro, embora esteja em uma área de evacuação. Mesmo se houver alagamentos, estamos no 21° andar, então não pensamos em sair. As janelas e as portas são antichoque, antifuracão e resistem a ventos de várias milhas, são bem resistentes e não era uma coisa certa e segura de que ele passaria por aqui”, explica.

Ela tem estoque de água e comida para vários dias, se for necessário. E caso precise deixar o local, está perto de um abrigo público em uma universidade.

Arthur ficou pouco dias em Miami, já que ao chegar ao local descobriu que furacão Irma se aproximava (Foto: reprodução / Facebook)Arthur ficou pouco dias em Miami, já que ao chegar ao local descobriu que furacão Irma se aproximava (Foto: reprodução / Facebook)

Susto – O douradense Arthur Brito foi aos Estados Unidos a turismo com a namorada Yasmin Casadias, mas a viagem agora está a mercê do tempo. O roteiro deveria começar com uma passagem no Texas, que teve de ser cancelada em razão do furacão Harvey, que atingiu o local semana passada.

Então eles seguiram de carro para Miami, onde deveriam ficar hospedados em um hotel localizado na ilha de Key West. No caminho eles começaram a perceber certo desespero nos moradores locais e ainda não sabiam da aproximação do Irma.

“Até onde eu sabia era para o lado do Texas que estava feio. Quando vimos todos falando e fomos ver que era verdade já era tarde demais, estávamos chegando na ilha. Passamos em mais de 15 postos de gasolina, não tinha mais nada. Chegamos em Key West, haviam cancelado o hotel, não tinha mais nada. Achamos uma hospedagem que estava atendendo, mas tínhamos que sair cedo no dia seguinte. A ordem do governo era para evacuar a ilha”, relata.

Na quarta-feira o casal pegou a estrada rumo a Atlanta, na Geórgia. “A viagem dá cerca de mil quilômetros. Demoramos três dias para chegar. Chegamos a dormir na estrada. Em todos os lugares não achávamos mais nada para comprar, nem água, nem gasolina”, pontua.

O furacão Irma deve chegar na Flórida na manhã de domingo. Segundo informações do Portal G1, as autoridades ordenaram a saída de 6,3 milhões de pessoas de suas casas.

Miami vista da sacada da casa de Carmem neste sábado: tempestade se aproxima (Foto: arquivo pessoal)Miami vista da sacada da casa de Carmem neste sábado: tempestade se aproxima (Foto: arquivo pessoal)



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