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Travesti de MS é morta por asfixia e jogada às margens de rodovia em SC

Por Edivaldo Bitencourt | 03/06/2015 16:20

Uma travesti de 30 anos foi morta por asfixia e jogado às margens de uma rodovia em Içara, cidade do interior de Santa Catarina. Ela se mudou de Campo Grande no final do ano passado. Conforme a Polícia Civil, Carol Melo foi encontrada nua e com marcas de violência física nos braços.

O corpo de Carol, nome social de Jonas Aparecido Vieira Lopes, 30, foi encontrado por volta das 5h da madrugada de hoje às margens da Rodovia Jorge Zanatta, no Bairro Liri, em Iraça.

Segundo o delegado Rafael Marin Iasco, o Instituto Médico Legal apontou que a travesti morreu por asfixia. Uma das linhas da investigação é que ela saiu com um cliente, houve uma desavença entre os dois e houve o assassinato. Após matar a travesti, o assassino a jogou do carro às margens da rodovia.

Não há suspeitos para o crime, que ocorreu em um ponto onde as travestis fazem ponto para programas sexuais.
Carol é natural de Nioque, mas morava em Campo Grande antes de ir para Santa Catarina. Parentes residem em um assentamento rural de Nioaque, a 179 quilômetros da Capital.

A presidente da Associação das Travestis e Transexuais, Cris Stefanni, lamentou o assassinato. Só na Capital foram dois homicídios de travestis neste ano.

Cris lamentou a impunidade e explicou que a maioria das travestis acaba se transformando em profissional do sexo por falta de oportunidade de trabalho em outras áreas. Para a dirigente, a discriminação social e o não acolhimento familiar acabam colocando as travestis a margem da sociedade.

“Faltam políticas públicas para evitar esse tipo de criminalidade”, afirmou Cris. A associação está em busca de parentes de Carol Melo para viabilizar o translado do corpo de Santa Catarina para Campo Grande.
Segundo o delegado, ainda não há suspeitos do crime.

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