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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

15/01/2009 11:00

Turista testa em Berlin o que pode ser copiado por Trad

Redação

Campo Grande terá condições de realizar jogos da Copa do Mundo de 2014? Olhando para a realidade atual da cidade, começando especialmente pela estrutura de trânsito e de transporte, a resposta seria não.

Ainda mais quando se conhece de perto o funcionamento do serviço de transporte público na Alemanha, o país que organizou a última edição da maior competição mundial de futebol, em 2006, concluímos que temos muito a fazer para que os campo-grandenses possam participar dessa festa com o menor risco possível de vexame ante os milhares de turistas que certamente a nossa capital iria receber.

Nos últimos 15 dias, cruzei a Alemanha de norte a sul usando trem, metrô, ônibus e avião, olhando de maneira especial para a estrutura de transporte e trânsito das cidades que receberam jogos da Copa de 2006, como Munique, Berlin, Kaiserslautern e Colônia. Vi, por exemplo, que, se em Campo Grande, achamos que há muito carro para pouca rua, tamanha a quantidade de veículos rodando, nessas cidades alemãs acontece exatamente o inverso.

Como a população usa maciçamente os sistemas de trem e de metrô, há muita rua para pouco carro. Em Berlin, a cidade que poderia servir de exemplo para o prefeito Nelsinho Trad organizar o nosso trânsito, sobram ruas e vagas de estacionamento.

Isso parece estranho para a Alemanha, que é conhecida como o país do automóvel. Em 2007, havia 55,511 milhões de veículos registrados, dos quais 46,569 milhões de carros de passeio, para uma população de 82 milhões de habitantes.

A diferença está na organização e na variedade da estrutura de transporte, com excelente interligação entre os sistemas de metrô, trem, ônibus e aeroportos. O transporte ferroviário responde pelo principal fluxo coletivo de passageiros em médias e longas distâncias dentro do país. E tudo funciona.

O turista desembarca e imediatamente se sente muito a vontade para se locomover, mesmo que não saiba falar alemão ou inglês. Basta pegar o mapa local nos postos de informação instalados por toda parte nas estações de trem, de metrô e nos aeroportos que logo saberá o que fazer.

Todas as cidades são demarcadas por rotas numeradas e com a primeira letra do tipo de transporte, que corresponde ao veículo a embarcar e ao destino a seguir. Por exemplo: o sistema integrado tem ônibus, bondes, metrô (de superfície e subterrâneo), o U-Bahn, e trens metropolitanos, o S-Bahn. Aí é só observar atentamente a estação mais próxima de onde deseja ir e partir.

Berlin, espelho da perfeição

O prefeito Nelsinho Trad bem que poderia vir a Berlin para observar in loco o que a capital da Alemanha oferece no setor de transporte urbano. Aqui ele vai observar porque o transporte de passageiros berlinense é considerado um dos mais práticos da Europa.

A cidade conta com serviços de metrô (U-Bahn), ônibus, bondes, trens de curto trajeto (S-Bahn) ou ferryboats. Há tanto trem e metrô operando que nem os mais atentos se dão conta de que também há ônibus em circulação. Duas das linhas de ônibus convencionais, a linha 100 e a linha 200, atuam como ônibus turístico, fazendo paradas nas principais pontos turísticos, além de um total de 150 linhas diurnas e 54 noturnas nas quais operam mais de 1.300 ônibus.

Só o metrô transporta 37,84% dos usuários. Toda a rede dispõe de 9 linhas, uma malha de 144,9 km de extensão, 170 estações, com distância média entre si de 790m, e uma frota de 1.312 vagões. Somado a isso estão 44 linhas de trens regionais, 15 linhas de trens suburbanos (muito semelhante ao metrô), 44 linhas de bonde, 921 linhas de ônibus e 7 linhas de balsas.

Tudo integrado num único sistema de tarifas. O bilhete unitário custa em média 2,10 euros, mas o preço depende do percurso a ser realizado, se curto ou longo, se criança, estudante ou grupos de até 5 pessoas, se integrado com cidades ou pacote completo de acesso a toda rede.

Chegando em Berlin de avião o turista tem à disposição a opção de ir de trem ou de ônibus para o centro. A cidade conta com três aeroportos internacionais, mas se chegar de avião certamente aterrissará no Aeroporto Internacional de Schönefeld, que fica a 18 km da região central da capital alemã.

No Schönefeld tem um serviço de ônibus especial, chamado Shuttle Bus of Schönefeld, mas o trajeto aeroporto-centro também é coberto por várias linhas de trem, tanto de trens convencionais como do trem AirportExpress, que faz o percurso direto a cada meia hora.

Se o turista chegar a Berlin de trem vindo de qualquer outra cidade da Europa, com certeza irá desembarcar na estação Berlin Hauptbahnhof. Construída para atender o fluxo de passageiros na Copa do Mundo, foi inaugurada em maio de 2006, e se mantém como a maior estação de interligação de trens de toda a União Européia.

A estação tem uma área de 70 mil metros quadrados e está dividida em cinco andares, com ampla rede de serviços, restaurantes e estabelecimentos comerciais. De lá, o turista pode ir para qualquer ponto da cidade, usando as linhas interligadas.

Sem dúvida, se em Berlin o sistema de transporte urbano de passageiros não for perfeito, provavelmente está muito próximo da perfeição. Não só em Berlin, mas em todas as cidades toda a interligação do transporte público passa pelos estádios de futebol.

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