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Bate Papo Empreendedor

Pessoas e empresas precisam estar com os pés no chão.

Por Heitor Castro | 23/11/2020 07:02

Imagine que o nosso chão é uma cama elástica, com várias pessoas se movimentando ao mesmo tempo, o tempo todo.

Eu te pergunto: como você pode ter sucesso em um cenário cheio de novidades e movimentos?

Para se dar bem em um cenário instável e imprevisível como esse, pessoas e empresas precisam estar com os pés no chão.

O que eu quero dizer com isso? Pé no chão de estar o tempo todo interagindo com esse cenário instável, aprendendo e se adaptando.

Lembro que um amigo me disse que em Minas as pessoas dizem que quando uma criança tá com o “pé no chão”, descalça, ela está tomando vitamina S, S de sujeira, desenvolvendo anticorpos para lidar com novos ambientes. Seu corpo está se adaptando e criando novas competências, e assim, essa criança constrói sua saúde forte para crescer e se tornar um indivíduo apto a enfrentar qualquer cenário novo, em qualquer lugar do mundo.

Por outro lado, o não pé no chão significa interagir mal com a realidade, porque surge o — pensar — de que tudo é dado por algo ou alguém.

É como se essa mesma criança nunca tivesse colocado seus pés no chão e vivesse em lugares fechados e protegidos, não produzindo anticorpos, e assim sua saúde vai ficando vulnerável, seu universo fica cada vez menor e mais limitado pela sua fragilidade.

Entenda que o sucesso é vivo, é o resultado da interação da sua essência com as circunstâncias da vida, daí que vem a ideia do business como um sistema vivo de constante evolução.

Ninguém nasce pronto, nenhuma empresa nasce pronta, nasce sim com — um potencial de ser — e que vai se desenvolvendo ao longo do tempo.

O fato é que em geral, vivemos em cenários tão instáveis e imprevisíveis, que qualquer mudança tinha que ser permitida pela hierarquia e não porque o cenário mudou por si só.

Nossa sensibilidade acabou sendo anestesiada por falta de uso. O assunto em alta sempre foi competitividade, mas isso mudou. Como ir bem nessa incerteza e instabilidade do hoje?

Um mega investidor chamado Taleb, criou o conceito Antifrágil: coisas que se beneficiam com o caos. Ele fala da empresa frágil, que é aquela que não sobrevive na cama elástica e fala da empresa antifrágil que não só sobrevive, mas também se beneficia com a maluquice da cama elástica.

Porquê? Porque ela é orgânica, sensível e como um sistema vivo, aprende e evolui. Ao mesmo tempo que ela interage, ela fortalece sua competência de adaptar-se e é aí que ela se beneficia da instabilidade.

Hoje, existe a sensibilidade anestesiada, que é a atrofia muscular provocada por cenários estáveis e previsíveis. Ficar parado na cama por um mês causa atrofia muscular, os sistemas se enfraquecem e até mesmo morrem quando são privados de agentes estressores.

Agente estressor? Sim. Uma informação sobre o ambiente que dispara esse processo de se adaptar e fortalecer competências para garantir a evolução.

O que eu quero dizer com tudo isso? É simples, sem pé no chão sua identidade não tem agente estressor mas também não tem evolução.

Para você ter sucesso nessa — cama elástica — dos dias de hoje, você precisa de identidade e pé no chão, cultivando a ideia do business de sistema vivo, sensível, interativo e pronto para evolução.

* Isso vale para pessoas físicas e jurídicas.

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