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Autoconhecimento é a chave diante de tantas escolhas

Temos milhares de opções dos produtos que usamos ou desejamos. E essa enormidade de escolhas nos faz paralisar

Por Larissa Almeida (*) | 13/04/2022 09:01

Quanto mais escolhas você tiver, mais liberdade terá e, assim, maior será o seu bem-estar. Será mesmo? Quem nunca ficou horas procurando um filme na Netflix e terminou frustrado (a) sem ter conseguido escolher que atire o controle remoto. Trocadilhos à parte, por que isso acontece? O psicólogo Barry Schwartz denominou este fenômeno de “Paradoxo da Escolha”. Para ele, a escolha não nos tornou mais livres, e sim mais paralisados; não nos tornou mais felizes, e sim mais insatisfeitos.


Nas sociedades ocidentais modernas, as escolhas e liberdades individuais são maximizadas, porque acreditamos que isso nos traz mais felicidade. Quando vamos ao mercado comprar uma simples pasta de dentes, por exemplo, nos deparamos com cremes dentais branqueadores, os que beneficiam as gengivas, os que matam mais germes do que outros, os de sabor menta, tutti-frutty ou morango, os que melhoram a sensibilidade, enfim, uma infinidade de opções para um único produto. E isso acontece com praticamente todos os produtos que usamos ou precisamos: dos 10 tipos de azeite, aos 300 tipos de piso residencial e 50 tipos de calças jeans.

Nas sociedades industriais ocidentais, temos milhares de opções para todos os produtos que usamos ou desejamos. E essa enormidade de escolhas não nos deixa mais felizes, nos faz paralisar.

Outra escolha ainda mais crucial. Quando vamos ao médico para resolver um problema de saúde, não é mais ele quem faz a escolha em caso de cirurgia ou tratamento, por exemplo. O doutor nos fala os tipos de tratamentos, os riscos e benefícios de cada um e nos pergunta qual achamos melhor. Chama-se de autonomia do paciente. Mas como poderíamos escolher melhor do que um profissional especializado naquilo? E ainda mais doentes e fragilizados? A dúvida paralisa, e não saber se a nossa escolha foi a melhor nos frustra.

Como consultora de imagem, vejo diariamente muitos clientes com o armário abarrotado de roupas e com a mesma queixa: não tenho o que vestir. Diante de tantas opções, eles sempre fazem o que consideram o mais acertado: vestir sempre o mesmo ou, no caso de uma ocasião urgente e especial, correr na loja e comprar uma nova peça.

Mas como não se deixar influenciar por este paradoxo da escolha? Na minha opinião, é preciso autoconhecimento. Se conseguirmos desenvolver uma forte inteligência emocional, aprender a identificar o que nos faz bem e o que funciona melhor no nosso caso, e desenvolvermos crenças fortes sobre o que é importante para nós, poderemos evitar essa paralisia e a frustração de pensar, “será que escolhi o melhor mesmo”? Autoconhecimento leva tempo, por isso precisamos começar já!

Para saber mais sobre este tema, clique aqui para assistir à palestra do Barry Schwartz no TED.

(*) Larissa Almeida é formada em Comunicação Social pela UFMS e pós-graduada em Influência Digital pela PUC-RS. Trabalhou durante 14 anos na área de comunicação e imagem em importantes instituições como Caixa Econômica Federal, Prefeitura de Campo Grande, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Senado Federal, além de ter coordenado a comunicação da Sanesul. Consultora de imagem formada pelo RML Academy e Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Especialista em Dress Code e comportamento profissional por Cláudia Matarazzo e RMJ Treinamento e Desenvolvimento Empresarial.

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