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De olho na TV

Emissoras de rádio não investem na inovação

Por Reinaldo Rosa | 01/11/2013 09:00

DORMINDO DE TOUCA – Programar músicas dos anos 80 em rádios espalhadas pelo Brasil é uma constante; e audiência certa. Em Campo Grande, o Baú da Mega virou febre e, de imediato, concorrentes passaram a copiar este tipo de programação. A miopia de gerentes de emissoras não os deixam ver que musicais flash back não proporcionam audiência apenas aos domingos. Fazer o quê, né?

SEM PARTIDARISMOS – Ao menos no noticioso de TV reina paz entre governo estadual e municipal, em Campo Grande. No Repórter MS, da TV Brasil Pantanal, foi exibida matéria sobre mutirão de prevenção à dengue, promovida pela Secretaria de Saúde do município. Ponto para Maria Ângela Yule e equipe.

DIA D – Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou que o acesso de emissoras de Amplitude Modulada à faixa de FM está aprovado e que ‘a mudança dependerá de cada empresário'. Resumo; a compra de equipamentos necessários à transformação ficará por conta (e risco) dos portadores da concessão oficial. A partir do dia 7 próximo.

ELOS FLÁCIDOS – Com sete dias de antecedência, ainda não se vê nenhum tipo de veiculação de mensagem alusiva ao Dia do Radialista. A falta de sintonia do sindicato correspondente com a classe patronal (que adora apenas o lado econômico do rádio) certamente contribuirá para que o dia passe como uma onda. Não hertziana.

REZE PELO PATRÃO – Mesmo com programações baseadas na mesmice (pra não dizer pífias) empresários de comunicação nutrem certa distância de seus comandados; considera-os substituíveis a qualquer tempo. O fascínio que a profissão de radialista provoca na camada jovem mantém a classe em total desunião.

MESMO DESEMPREGADO – Sem surpresas. A classe – incluindo jornalistas- é desunida por natureza. Capacitados radialistasestão fora do ar por falta de visão de empresários da comunicação e, ao mesmo tempo, evitam gestos de contrariedades explícitas, pois sabem que o mercado é escasso e, -quem sabe, se Deus quiser- um dia poderão ser aproveitados em suas funções. Comportamento geral.

NOTÍCIA REQUENTADA – O comodismo editorial impede que jornalistas não se municiem de informações para enriquecimento de pautas. Matérias que foram ao ar – na falada, televisada e escrita - sobre o Projeto Centro-Oeste Competitivo, não fizeram alusões sobre o fato de o mesmo ser cópia fiel do Mercoeste, tão alardeado há quase dez anos atrás, na Fiems.

SALVE O RADIALISTA – Como forma de homenagear estes profissionais e a quem se propõe abraçar este importante instrumento de elo de pessoas com o mundo, vai uma dica (alçada de bate papo entre pessoas do meio). Para saber o que é – verdadeiramente - o significado do rádio, sintonize no Youtube: Hélio Ribeiro – eu sou o rádio. Aula de comunicação gratuita ministrada pelo maior comunicador de rádio de todos os tempos. Sem exagero.

BOLA DENTRO – Helen Palmer em Correio Feminino, lançado no Fantástico nesta semana, é algo de bom para um noticioso que tenta manter-se na posição que sempre ocupou. Por sua sofisticação poderá não ter a mensagem entendida por parcela de espectadores mais chegada a pautas de fácil digestão.

FALA POVO – “Gente que coisa mais chata é o programa MS Urgente, da TV Guanandi. Se era ruim ficou pior ainda, o apresentador está perdidinho. Abraços”. Edimar Nogueira

FALA POVO II – “Queria ver se (tarifa do transporte coletivo) tivesse aumentado cinco centavos. E desde o início do ano, já são 15 centavos de redução. Não sei, às vezes, como funciona a cabeça das pessoas. Parece que querem reclamar de tudo mesmo”. Paulo Miranda

SALVE ASPEZI – Saudade do (Luiz Humberto) Aspezi. Realmente músicas, melodias, letras, estilo pop rock, nacional, internacional, românticas, sambas, sertaneja com letras que inspiravam; uma MPB fantástica. Pena que, hoje, as rádios parecem compradas por alguns poucos. Você está numa emissora, enjoa e muda (de estação). ... (o que) termina em uma, começa na outra; muito estranha essa forma de fazer rádio hoje em dia. Parabéns”. Loadir Aparecida Silva