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De olho na TV

Mordaças falam mais alto

Por Reinaldo Rosa | 04/11/2013 10:16

SOBRE CENSURA – Neste espaço foi citada frase de filósofo que mostra bem o quanto a censura é execrável e o tempo que existe. "Posso não concordar com uma só palavra do que dizes. Porém não vou tirar de você o direito de fazê-lo". Verdade que poderia ser assimilada por personagens que se dizem arautos da democracia.

CARA À TAPA – Veículos de comunicação do Estado, com estreita ligação com poderes constituídos, ficam na linha de tiro do julgamento (por vezes pessoal) do que é transmitido no ar. Radialistas e/ou jornalistas que fazem opção pelo público receptor sempre se colocam sob o humor inconsequente e incongruente daqueles que, um dia, conseguiram conquistar o poder. De concessão pública, o rádio, por exemplo, passar a ser instrumento para manobrar massas.

SOB AUSPÍCIOS DOS AMIGOS – Informativos radiofônicos, a partir de emissoras de Campo Grande, é o patinho feio das programações. São colocados no ar apenas para cumprir exigências de termos da concessão oficial quanto ao espaço obrigatório para o jornalismo. Por não ser tão alienante quanto ao espaço determinado para a mesmice musical, jornalistas sofrem a consequência da falta de independência dos empresários de comunicação.

DITO E FEITO – Quando da decisão unilateral de quebra de contrato entre a UCDB e o jornalista Joel Silva – e chegada de Eraldo Maciel-, a coluna comentou sobre a tal estreiteza de ligação – e submissão - da emissora com os poderes. Pau que deu em Chico deu em Francisco. A palavra censura –suas consequências e mazelas - não faz parte do currículo escolar ministrado pela Universidade Católica.

VATICÍNIO - Programas jornalísticos em rádio -ou TV- em Mato Grosso do Sul é ação de profissionais que têm coragem de andar sobre o fio da navalha. A ligação umbilical entre classe política e proprietários de veículos de comunicação limita -em muito- o desempenho de quem acredita no sacerdócio da informação correta. Críticas de 'reporterzinhos' nem sempre são digeridas pela classe dominante. Replay de comentário feito em 7 de outubro deste ano.

FALA POVO – “Você também foi usado por interesses pouco elogiáveis. Alcunhou de "chapa branca" um programa que nem começara, o meu. Qual a sua opinião sobre a imprensa local, então? Contra toda e qualquer regra onde exista bom-senso, ética e/ou respeito a mim e ao ouvinte, hoje não pude exercer a minha missão neste mundo: me comunicar com as pessoas. Acusações mentirosas de "parcialidade" foram lançadas contra mim por gente que não entende que a sua prática política ultrapassou o limite do ridículo para ingressar no campo do crime. Usaram o poder de Estado contra mim, um simples cidadão - que hoje se envergonha de se intitular "jornalista sul-mato-grossense". O Jornalismo sério, ético e verdadeiro está acanhado, encurralado e ameaçado no meu querido MS. Além da decepção, resta-me a vida. Ainda”. Eraldo Maciel

R DO R – No subtítulo Cor da Chapa, aqui foi citado que ‘pela estreita ligação com o prefeito da capital, será hercúleo o trabalho de seus integrantes para não colorir de branco o informativo radiofônico’. Ponderar não é classificar algo como definitivo. A viciante forma de dirigentes de emissoras locais está onipresente nas ações de radialistas e jornalistas.

FALA POVO II – “Não emito opinião acerca do trabalho do profissional. Não tenho estofo suficiente para julgar, mas como conhecedor do meio, sei que "faz o que o patrão manda ou vai pro olho da rua". Seja quem for. Os únicos que têm autonomia são os políticos, que usam verbas indenizatórias, ou de gabinete, para comprar espaços no rádio e não aceitam direção profissional e colocam a politicalha na tela e nas ondas sonoras. Sem escrúpulos, sem pudores e sem ética. Vamos comemorar o "dia do radialista"? De qual "radialista" exatamente estamos falando? Um profissional foi afastado por pressão política. Não me interessa lado ou partido. A categoria deveria repudiar. Mas o que vemos é até "comemorações" de colegas. Acho mais importante se comemorar o dia do radialista, hoje, 2 de novembro”. Ely Leal