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Em Pauta

A China sofre com excesso de compras de seus produtos

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 21/01/2021 06:42
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Política provocativa copiada do trupismo? Idiotices rasteiras e preconceituosas? Estas as hipóteses em voga no Brasil para explicar o atraso na remessa de insumos chineses para as duas vacinas aprovadas pela Anvisa. Será apenas má vontade chinesa em nos prover de materiais para combater a covid-19? A hora da vingança? Esse não é o histórico da China. A regra que eles construíram é de sempre negociar. O dinheiro fala. O capitalismo, o lucro tornou-se essencial no país governado por comunistas. Mas há uma notícia que a imprensa brasileira não está lendo. O transporte de cargas chinês está em colapso pelo excesso de mercadorias a serem transportadas e pela falta de contêineres.


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Sem contêiner é como ficar sem oxigênio para respirar.

As exportações chinesas, quase tão importantes para a cadeia mundial de insumos assim como o oxigênio para respirar, enfrenta uma inusual tormenta perfeita. A espetacular recuperação dos pedidos do exterior nas últimas semanas, a parada na fabricação de contêineres, e o fato de que muitos deles estão parados e vazios na Europa e nos EUA, sem cargas para levar para a China, provocou uma inusitada escassez desse fundamental meio de transporte. Os preços de um contêiner foi à loucura. Saltou de US$ 2.000 há um mês, para US$12.000 de uma carga saindo da China para a Inglaterra. Especulam que, para o Brasil, o preço é ainda mais estratosférico.


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Navios e aviões tão cheios que não cabe nem um ratinho.

"Nas próximas semanas está tudo vendido. Nossos navios estão tão cheios que não cabe nem um ratinho", referindo-se ao transporte de produtos chineses, fez piada Nils Haupt, da frota de navios alemães Hapag-Lloyd , que conta com alguns dos 234 maiores navios do mundo. A dinamarquesa Maersk confirma a falta de meios de transporte para as mercadorias chinesas. A superlotação dos navios de carga, levou inúmeros compradores de produtos chineses a correr para os aeroportos, fato que os levou também à superlotação dos aviões de carga.


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Duplicação de pedidos.

A escassez de contêineres gerou pânico na parte do mercado mundial que depende dos produtos chineses. Há importadores que estão gerando duas reservas ao invés de uma para garantir suas compras em um breve futuro. O calendário também não ajuda. A proximidade das celebrações do Ano Novo Chinês acelerou a busca de espaços nos navios e nos aviões cargueiros. As exportações chinesas cresceram em dezembro um inacreditável 18% e tiveram um superávit comercial, só no último mês, de US$ 535 bilhões, o maior em qualquer ouro mês de dezembro em toda a história. O gigante asiático fechou o ano com um crescimento do PIB de 2,3% apesar da pandemia. A única economia que cresceu no mundo.

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