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Em Pauta

De olho nas primeiras casas de fazenda ou de vila de MS

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 28/04/2022 09:40
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Ao contrário do que se pode pensar, em Mato Grosso do Sul, não havia uma distinção muito clara entre a casa do fazendeiro e do agregado ou trabalhador. Fossem quais fossem, todas as construções eram muito próximas umas das outras. Junto a elas havia uma capela. Esse era o conjunto. Ainda poderia ter uma cozinha, o paiol, a despensa e a casa de farinha. Tudo rodeado por varandas que serviam de abrigo para aparelhos de fazer farinha, armazenamento de alimentos ou depósito de variados objetos.


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Não eram lugares apenas para viver, mas de produzir.

Eram nas casas que se aprendiam os ofícios. Lá ficavam as bancas do sapateiro, as ferramentas de "carapina" (carpintaria), os instrumentos de marcenaria, de alfaiataria.... A manipulação de remédios, a redação de testamentos, a encomenda dos corpos e os velórios se realizavam nas casas.


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O material de construção era igual para pobres e ricos.

O material empregado na construção das moradias não diferia entre as ricas e as mais humildes. Todas as paredes eram feitas de "taipa" - um trançado de varetas de madeira que recebia barro amassado atirado com as mãos. O piso era de terra batida. A cobertura geralmente era sem forro ou de palha.


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Não havia corredores.

E como eram no interior? Não havia corredores, os cômodos ligavam-se diretamente por buracos na parede, e raramente por portas. Os quartos de dormir não tinham janelas e podiam ficar em outros cômodos. Era comum dormir em redes, em esteiras de palha ou em "catres" - espécie de cama de pés baixo e dobráveis, com couro no meio. Travesseiros e colchões eram desconhecidos. As roupas eram guardarás em arcas de madeira ou de couro.


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A cozinha era o local principal da casa.

Não existiam salas de jantar ou estar. A cozinha era o local mais concorrido da casa. Sempre de grandes dimensões. Tinha de abrigar o forno a lenha, madeira picada, potes de cerâmica para guardar água ou alimentos, mesas, bancos, prateleiras e tachos para doces, além dos utensílios de madeira ou de barro. Nela todos circulavam, era o local principal da casa. Comia-se na cozinha, ao redor do fogo.


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Almoço, jantar e ceia.

A primeira alimentação, no clarear do dia,  era chamada de "almoço". Em torno do meio-dia, curiosamente, realizava-se o "jantar" e, ao anoitecer, a "ceia". Nos intervalos, consumiam "limonadas", ainda que fossem feitas de caju ou de laranja. Por muito tempo, não tiveram arroz para comer e o famoso hábito do cafezinho,depois do da refeição, só surgiu no fim do século XIX.

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