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01/04/2018 09:55

Do mar dos vikings para o prato dos brasileiros

Mário Sérgio Lorenzetto
Do mar dos vikings para o prato dos brasileiros

A Islândia é um dos principais países fornecedores de bacalhau para o mundo. A pesca é 100% sustentável. Não há perspectiva de que venha a faltar esse peixe no curto espaço de tempo. Mas esse é o bacalhau "domesticado", criado em áreas selecionadas na Islândia, Noruega e Rússia. quem está próximo da extinção é o bacalhau "selvagem".
Nos barcos, há uma verdadeira linha de montagem instalada em seus porões. Os tripulantes desenleiam os bacalhaus da rede, retiram as miudezas - um festim para as gaivotas que rodeiam o barco - ficando apenas acomodados em grandes cubas com gelo, os peixes, os fígados e as ovas. A rapidez no tratamento, evita hematomas na carne, proporcionando a brancura tão apreciada. Esses peixes vão às águas da Islândia para desovar. A malha larga das redes e a época garantem que o peixe capturado já teve a oportunidade de garantir a continuidade da espécie e a riqueza dos mares islandeses.
As cubas são levadas para as fábricas que têm capacidade para tratar até 35 toneladas por dia. O bacalhau entra, é separado da cabeça, limpo e salgado. Das cabeças, retiram língua e bochecha. Tudo é aproveitado, inclusive as cabeças, quase descarnadas, que são enviadas para a Nigéria. É uma fonte de proteína barata. A maior parte segue para Portugal - o maior consumidor de bacalhau do mundo.
Quem garante a sustentabilidade é a MSC - Marine Stewardship Council - entidade internacional, sem fins lucrativos, que luta para evitar os excessos na pesca. Ela trabalha com toda a cadeia do peixe. Desde a frota pesqueira - há 333 armadores certificados - até a distribuição.
Nos três países fornecedores há, cada vez mais, consciência social. Sabem que se não evitarem os excessos, os peixes desaparecerão. É raro sair um bacalhau não certificado desses países. Restam apenas barcos piratas que pescam os bacalhaus selvagens, fora das águas intensamente monitoradas pela MSC. É por causa deles que neste 2018 viram suas quotas de pesca do bacalhau reduzidas em 13%. Já a Islândia, devido aos bons cuidados na fiscalização, teve aumento de 5%. A gestão de estoques dos peixes é feita com base na monitorização científica e com controle apertadíssimo. Quando um barco pirata é encontrado pelas autoridades não são os peixes que serão presos - como no Brasil - os humanos que estão dentro do barco é que serão aprisionados. No Brasil os peixes além de serem exterminados, ainda têm que levantar as barbatanas para os policiais ambientais. "Teje preso", senhor peixe. Os pescadores agradecem a cumplicidade.

Do mar dos vikings para o prato dos brasileiros

Como será a cerveja do futuro?

Há poucos dias esta coluna conversou sobre a história da cerveja. Percorreu as conversas de boteco - teses que precisam ser melhor comprovadas - até a histórica cerveja dos sumérios. Vem da Espanha outra história. As cervejas mais antigas eram utilizadas em rituais e não recreativas. Também sabe-se que eram uma sopa cheia de grumos de cereais.
A referência à Espanha decorre do fato de que são os cervejeiros espanhóis da marca Estrella Galicia os que se demonstram mais interessados em novas pesquisas para chegar à cerveja do futuro. Estão pensando em inúmeras alternativas. Compartilham com o Japão o uso de soro de leite; com a Rússia, estão pesquisando cerveja feita com batatas. Também há cervejas defumadas, cervejas envelhecidas em barrica de vinho e com lúpulo fresco. Mas a cerveja que está guardada a "sete chaves", cujos segredos não foram divulgados, vem sendo testada fora da orbita terrestre. Estão fazendo cerveja espacial porque, dizem, podem controlar melhor os processos, inclusive sem gravidade. Qual sera o gosto de uma cerveja espacial?

Do mar dos vikings para o prato dos brasileiros

Óculos inteligentes para combater o crime.

Do mar dos vikings para o prato dos brasileiros

Em breve, as forças policiais de todo o mundo poderão ter um computador transmitindo informações no seu campo de visão. Isso será feito com óculos inteligentes, ligados permanentemente a uma base de dados, que já estão sendo utilizados pelos policiais chineses. Basta olhar para uma pessoa e ver sua "ficha corrida".
Desenvolvidos pela empresa chinesa LLVision, os óculos denominados GLXSS são leves e podem ser usados o dia todo. Estão equipados com uma câmera que faz reconhecimento facial. Identificam imediatamente a identidade de uma pessoa, sabendo se são criminosos procurados ou se têm multa para pagar.
No primeiro teste feito durante as festas de Ano Novo, em Pequim, ajudaram a prender 26 pessoas com identidades falsas.



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