É proibido ter cara de velho: as plásticas antigas e as atuais
As modernas técnicas cirúrgicas não são acessíveis a todos os bolsos. Ainda que sejam, muitos não se atrevem a enfrentar processos mais invasivos. Mas há uma certa norma social que colou no século XXI sem que ninguém a convidasse: que não pode ter cara de velho. A ciência vem estudando como ser cada vez mais velho, mas ao mesmo tempo, estuda como não parecer velho.
O efeito “cara operada”.
O que mudou não foi só a técnica cirúrgica, e sim a forma de entender o envelhecimento facial. Durante décadas, a cirugia facial clássica trabalhava principalmente tensionando a pele. Isso gerava a temida - e algumas vezes horripilante - “ cara operada”. Uma cara com expressões artificiais e perda da naturalidade. O problema era que realmente a cara não envelhece só por causa da pele. Envelhece porque as estruturas profundas mudam, mudam de posição. Os ligamentos relaxam e determinados compartimentos gordurosos perdem volume ou mudam de posição.
As técnicas mais avançadas.
Hoje, há técnicas como os “lifting SMAS” ou o “deep plane facelift”, que trabalham profundamente, não mexem apenas com a pele, reposicionam tecidos em um plano muito mais anatômico. Também mudou o “vetor de tração”. Antes era lateral, agora o trabalho é na vertical, reproduzindo efeito contrário ao envelhecimento natural. Isso faz com que o resultado seja muito mais harmônico. Durante bom tempo, houve um excesso de “recheios” e apareceram rostos inchados ou artificiais. Atualmente, a tendencia é muito mais conservadora. Por isso, ganharam espaço determinados procedimentos como o “lipofilling” ou determinadas técnicas de “bioestimulação”, que permitem recuperar volume facial de forma mais natural.
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