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O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 29/09/2026 06:40
O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra

Não há no mundo arquitetura mais bela que a religiosa. No Ocidente com as catedrais medievais, no Oriente com os templos budistas e xintoístas. Yasukuni, a palavra significa “país pacificado”,  um templo xintoísta em Tóquio, é um dos prediletos dos amantes desse tipo de arquitetura. Ainda que minimalista, típico do xintoísmo, carrega “torii” de bronze com mais de trinta metros de altura, extremo bom gosto, e sob seu teto conta a história das últimas guerras japonesas, especialmente da Segunda Guerra Mundial.

O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra



O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra

Mais de 2 milhões de mortos.

Devido à alta carga de informação procedente dos Estados Unidos, acostumamo-nos a conhecer a enorme quantidade de mortos russos, britânicos, chineses, alemães e judeus. Ninguém nos conta que os japoneses perderam 2.466.000 vidas. Yasukuni também presta homenagem aos cavalos mortos na guerra. Ao lado de uma estátua equestre, há uma placa dizendo: “Não há animal com um coração mais nobre que o cavalo”. Foram mais de um milhão de equinos mortos. Também homenageiam os pombos-correios e os cães de guerra.

O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra
O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra
O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra


O belo santuário Yasukuni conta a versão japonesa da guerra

A versão nipônica para ir à guerra.

O viés patriótico de Yasukuni inicia na primeira sala de mapas com o denominado “As potências ocidentais invadem a Ásia”. Mostra as bandeiras da Espanha sobre as Filipinas, da Holanda sobre a Indonésia e da Grã Bretanha sobre a Índia, Malásia e Birmânia. A partir dali desenvolvem o argumento de que o Japão foi à guerra como reação à colonização ocidental. A ação japonesa teria sido defensiva e libertadora. A verdade é que ninguém tem razão em uma guerra, mas as versões devem ser conhecidas como instrumento para evitá-las.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.