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30/11/2017 06:19

O militarismo dos jovens da era Putin

Mário Sérgio Lorenzetto
O militarismo dos jovens da era Putin

Toda uma geração cresceu sob o mandato do presidente russo Putin. Tanto é assim que são conhecidos como "crianças de Putin". Os jovens de 18 anos que pela primeira vez votarão no próximo março nas eleições presidenciais não conheceram outro chefe de Estado que não fosse Vladímir Putin. Este líder, de 65 anos, chegou ao poder em 2.000 e mantêm as rédeas desde então.
Os adolescentes são o grupo social mais cuidado naquele país e também o mais temido por parte do Kremlin. Nos últimos anos lançaram iniciativas para tentar canalizar a energia juvenil em apoio a um projeto de Estado continuísta, que visa unir o passado imperial com o soviético. Uma dessas iniciativas é a "Yunarmia", o exército juvenil. Uma organização criada pelo Ministério da Defesa com o fim de despertar o interesse dos jovens pela história e a geografia de seu país e oferecer acampamentos de verão e muitas atividades. Entre elas a de velar pela conservação de monumentos patrióticos. Yunarmia é uma espécie de guarda-chuva onde cabem outras instituições juvenis destinadas a cultivar o patriotismo, a vida sadia, o espírito militar e o serviço ao Estado. Há uma enorme lista de cursos ofertados pela Yunarmia. Para os bailes de formatura desses cursos, o Ministério de Defesa da Rússia abriu as portas do polígono de treinamento militar Patriot, nas proximidades de Moscou. As moças de vestidos tradicionais longos e os rapazes de jeans acorreram a essas festas. Muitos veem a oportunidade de uma futura carreira. Outros, mais críticos, manifestam-se pelas mudanças, porque querem ver caras novas no poder.
Uma excelente proposta para a candidatura de Bolsonaro, que está embasada em jovens com claras tendências militarizantes.

O militarismo dos jovens da era Putin
O militarismo dos jovens da era Putin
O militarismo dos jovens da era Putin
O militarismo dos jovens da era Putin
O militarismo dos jovens da era Putin

Shenzen, a Silicon Valley chinesa.

Há apenas 30 anos era um vila de pescadores com apenas 30 mil habitantes. Hoje é a Silicon Valley da China. Uma megacidade onde nasceram a Huawei e a Tecent, gigantes da alta tecnologia. Um lugar lotado de jovens do mundo todo lutando para conquistar seus sonhos eletrônicos. Uma cidade massiva, simbolo do capitalismo oriental. Uma espécie de El Dourado tecnológico. Huawei é a segunda maior produtora de celulares do mundo, trabalha no mega prédio ao lado da coreana Samsung e emprega 180 mil jovens. Tecent é uma das maiores empresas de internet do planeta, criadora do WeChat, o WhatsApp com mais de um bilhão de usuários. Mas essas duas são as maiores empresas de Shenzen, que têm, em seus limites, outras 8 mil empresas de alta tecnologia. Somadas, formam um PIB monstruoso, igual à de toda a Irlanda. A região onde está Shenzen é conhecida como o Delta do Rio das Pérolas, que inclui outras oito cidades chinesas e as regiões especiais de Hong Kong e Macau. Somados os PIBs dessas cidades é igual ao da Rússia. Shenzen é tida como a melhor cidade do mundo para as inovações tecnológicas. O governo concede subsídios e facilidades incomparáveis. Atrai gente jovem, educada e com muita energia. Não há idosos andando nas ruas. A idade média da cidade é de tão somente 28 anos. A competição é altíssima. Crie algo, Shenzen construirá em uma semana, não importa o que seja ou quanto custe, esse é uma de suas doutrinas.
Os arranha-céus estão por toda parte. Centenas foram construídos em apenas dois anos. As ruas estão abarrotadas de carros. Carros caros. No fim de uma de suas principais avenidas surge outro de seus lemas: "Tempo é dinheiro, a eficiência é a vida". Dos 30 mil habitantes do passado, hoje o governo contabiliza 12 milhões, mas seus habitantes dizem que já há mais de 20 milhões de moradores em Shenzen. Uma locomotiva que recebe milhares de jovens todos os anos. São engenheiros hiper qualificados. Shenzen é o paraíso do hardware.
TsingHua é o MIT da China. A universidade que busca e patrocina uma gigantesca carteira de experimentos - quase todos em alta tecnologia. Eles se consideram os melhores em inovação. São fortes. O grande problema está no marketing. Suas empresas são pouco conhecidas fora da Ásia. Essa é a tragédia chinesa. Uma luta para passar de produtores de mercadorias baratas para produtos de luxo.

O militarismo dos jovens da era Putin

Porque a gasolina ficou tão cara?

A Petrobras, há mais de um ano, decidiu que os preços do petróleo seriam voláteis, atenderiam os ditames do mercado internacional. E o que está acontecendo com o petróleo no mundo? O barril de petróleo subiu 42% desde junho no planeta, chegou a US$63, o preço mais elevado em três anos. Durante 2017, a OPEP reduziu a produção de petróleo e, ao mesmo tempo, o consumo cresceu no mundo. A OPEP se reunirá na próxima quarta-feira e poderá decidir pela manutenção dos cortes de produção para além de março de 2018. Essa decisão refletirá na Petrobras com possíveis aumentos no preço do diesel e da gasolina. Ou pela manutenção dos preços atuais. Não há no cenário mundial nenhum vislumbre de queda de preços do petróleo. Uma decisão contrária da OPEP - pelo aumento produtivo - é tido como muito remota.



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