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Em Pauta

O poder era das bolachas. Hoje, coxinha disputa com mortadela

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 30/04/2022 08:46
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Não há poder militar na história onde a bolacha não seja seu combustível. Os marinheiros egípcios, levavam para o combate uma bolacha dura chamada "dhourra". Os soldados romanos sempre tinham um "buccellatum", uma bolacha dura. Era tão importante que essa bolacha romana aparece nas leis. O código de Teodosio, de 429 d.C., exigia que a ração dos legionários incluíssem o "buccellatum". E foi assim que a receita da bolacha sobreviveu ao tempo.


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Fazendo um biscoito em Roma.

A ideia era muito simples. Juntavam farinha, água e sal e cozinhavam duas vezes, para retirar a umidade. A palavra "biscoito" vem do latim e significa "assado duas vezes". O biscoito também foi amplamente utilizado na época das Cruzadas e sua falta era um drama para o Papa e comandantes de guerra. Assim como no tempo das Grandes Navegações. Faltar biscoito na caravela era motim, tomada de poder, na certa. O biscoito provocou derrotas e vitórias ao longo do tempo, ainda que seja um "soldado" sem fama.


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Coxinha pulou da polícia para o conservadorismo.

A coxinha, na receita e formato atuais, é exclusiva do Brasil. Esse salgadinho foi desenvolvido nas primeiras décadas do século passado em S.Paulo. Era uma variação mais durável das coxas de galinha frita que faziam sucesso na capital paulista. A camada de massa ajudava na preservação. O termo político "aquele sujeito é coxinha", também veio de S.Paulo, há mais de 20 anos. Rapidamente, se tornou uma forma pejorativa de se referir a policiais militares. Eles viviam parando em padarias para comer coxinha. De policiais, "coxinha" passou a ser referência de todo conservador.


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A mortadela saiu de Bolonha e chegou aos comícios da esquerda.

A mortadela surgiu no século XIV em Bolonha. Era uma variação da linguiça, popular desde a Roma Antiga. Sua característica mais marcante são os pedaços de gordura, extraídos da papada do porco. Como o salame italiano, a mortadela foi exportada para o mundo. A mortadela virou a resposta dos coxinhas para seus adversários políticos de esquerda. Os comícios e manifestações dos sindicatos, muito vezes de longa duração, eram tocados a sanduíches de mortadela. A ideia é que só participam dos protestos para ganhar o sanduíche.

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