Sexo de rico, sexo de pobre: a desigualdade erótica
Até agora, parecia bastante claro que nosso desempenho sexual dependia de nós mesmos, da educação recebida e das experiencias vividas. Se era uma “máquina azeitada sexual“ ou se “soltava fumaça”, não guardava relação com o dinheiro. Novas pesquisas estão mudando esse entendimento. Se o social tem tanta importância na vida de todos, a riqueza ou a sua falta, também não influenciam na hora de fazer sexo?
“Erotic sexual”, a satisfação sexual e o nível econômico.
Ultimamente, publicaram muitos estudos que analisam a relação entre a satisfação sexual e o nível econômico, fruto dos quais nasceu um novo termo: “erotic inequity”, que pode ser traduzido como “desigualdade erótica”. A grande maioria desses trabalhos não estabelecem uma relação direta entre dinheiro e felicidade sexual, mas sim uma relação transversal. Entendem que ter mais dinheiro é sinônimo de melhor qualidade de vida, menor estresse e mais margem para enfrentar problemas, facilitando a atividade sexual.
O estudo norte-americano.
Um estudo norte-americano foi publicado na revista cientifica “The journal of Sex Research”. É um dos mais completos e recentes. Seus autores sustentam que as pessoas com menos recursos econômicos podem enfrentar mais obstáculos para desenvolver uma vida sexual satisfatória. Os mais pobres tem de enfrentar, diz o estudo, a insegurança habitacional, a falta de privacidade, maior vulnerabilidade e exposição à violência, pior acesso à saúde sexual e reprodutiva. Entendem, em suma, que o bem-estar sexual também é uma pauta de justiça social e saúde pública.
Os casados chineses.
O estudo chinês é mais explicito, ainda que só tenham pesquisado as pessoas casadas. Segundo essa pesquisa, as classes altas praticam maior variedade sexual, muito mais relações sexuais orientadas tão somente ao prazer, tem muito mais orgasmos e mais sexo oral. Por outro lado, os mais pobres registram menor diversidade na relação sexual, tem relações mais tradicionais e menor atenção ao prazer das mulheres. No entanto, é curioso observar nessa pesquisa que, os mais pobres tem maior frequência de relações sexuais, enquanto aqueles com maior poder aquisitivo registram mais qualidade e variedade.
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