Tacuru Pucu, a história oculta de um gigante negro e uma cidade
O azeviche de seu enorme corpo impressionava a qualquer um nos ervais da fronteira com o Paraguai. Em uma região de indígenas e paraguaios um homem negro, com talvez dois metros de altura, chamava mais atenção que um alienígena pousando na Avenida Afonso Pena de C.Grande. Dele, nunca se ouviu um resmungo ou gesto de insatisfação.
O Cupim Alto.
O apelido desse monumento humano era “Tucuru Pucu”, na língua guarani, predominante na região, significava “Cupim Alto”. Cabelos exageradamente pretos, rosto e braços do mesmo tom, ele ainda só se trajava de preto. Calça e camisa só podiam ser dessa cor os aparatos de couro também.
A morte de Tacuru Pucu.
Tacuru Pucu foi um errante entre a atual cidade denominada Tacuru, Amambai e a paraguaia Capitan Bado. E foi nessa última que um coice de mula na boca do estômago o levou para a outra vida. Foi sepultado em um caixão feito de taquaruçu, uma planta aparentada com o bambu, amarrado com cipó.
40% de indígenas.
Contam os historiadores que a cidade denominada Tacuru recebeu esse nome devido ao grande número de cupins ali existentes em seus primórdios. Ninguém faz menção ao gigante negro Tacuru Pucu. O município chama atenção pelo elevado número de indígenas. Sua população com 40% de índios concorre com Japorã, Paranhos e Miranda em percentual desse povo. A influência indígena também causa estupefação: Tacuru é um dos dois municípios brasileiros que adotam uma língua estrangeira - o guarani - como obrigatória em suas escolas.
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