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28/03/2018 08:57

Verdadeiro menino lobo vive mal entre humanos

Mário Sérgio Lorenzetto
Verdadeiro menino lobo vive mal entre humanos

Marcos Rodriguez é um dos raros casos documentados no mundo de meninos criados entre animais, longe dos humanos. Nasceu em Añora, na Córdoba espanhola em 1946. Quando morreu sua mãe em um parto, Marcos tinha três anos. Seu pai tinha partido para trabalhar em uma região onde produziam carvão. Marcos conta que ali só conheceu mal tratos e com sete anos foi abandonado. O levaram a uma serra para auxiliar um pastor que cuidava de 300 cabras. Foi assim que construiu sua própria sociedade com os animais por ficar só após o falecimento do pastor. Quando o encontraram já tinha 19 anos e não andava erguido como os humanos. Viveu sem roupas, só com peles. Andava descalço. Só envolvia os pés quando nevava. Seus pés tinham imensos calos que lhe permitiam chutar uma pedra como se chutasse uma bola de futebol. Não falava, uivava como lobos. Quando encontrou humanos os mordeu ferozmente. Mas chorava. Diz que chorava tanto quanto os animais. "Os animais também choram", conta Marcos.

Hoje, enquanto pesca histórias em sua memória, sempre desata defesa apaixonada pela natureza. "A cidade só depreende porcarias", diz o menino lobo.
Sua insólita existência foi objeto de estudos antropológicos e livros. Insiste que após sua captura aos 19 anos fez de tudo para voltar ao convívio com os animais selvagens. Mas aquele mundo já não existia, fora destroçado pelos humanos. Vive de uma pequena pensão paga pelo governo e da ajuda de uma entidade ambientalista que o leva a escolas infantis para contar sua vida e defender a natureza. Não gosta nem um pouco das histórias de Chapeuzinho Vermelho e dos Três Porquinhos. Não tolera contos infantis que coloquem as crianças contra os lobos. "Na lua cheia eles só ficam mais agitados porque enxergam melhor", o menino lobo assim explica o mito dos lobos-lobisomens. "Proibiria totalmente essas lendas... os adultos assustam sem razão as crianças é isso não é bom", finaliza.

 

FOTO: El Pais - Óscar Corral

Verdadeiro menino lobo vive mal entre humanos
Verdadeiro menino lobo vive mal entre humanos

Náufragos na sociedade tecnológica.

Na entrada dos bancos os idosos, e não tão idosos, se lançam sobre o primeiro que chega pedindo auxílio para decifrar os enigmas que lhe são impostos pelos caixas eletrônicos. A cena se repete nos aeroportos, lojas, supermercados e em todos os lugares onde a máquina substitui os humanos. Eles não conhecem a linguagem das máquinas. Estão perdidos em uma sociedade tecnológica.
A rapidez com que as novas tecnologias se propagaram, fez com que muitas pessoas, sobretudo as que nasceram antes delas, tenham grandes problemas para adaptar-se à nova linguagem que rege as relações econômicas, sociais e de comunicação. A visão de um idoso tentando entender as novas máquinas e sua linguagem, auxiliados por sobrinhos e netos, é motivo de piadas e sorrisos nada lisonjeiros. Mas essa imagem deveria nos fazer refletir que nós seremos os próximos. O que sucede a eles neste momento, será igual ao mundo dos robôs que teremos de enfrentar. Se no passado os que se sentiam fora do sistema eram os analfabetos, agora são os analfabetos tecnológicos que emergem.
A sociedade de consumo não tem coração e nem emoção, mas o Estado deveria tê-lo e legislar para que os analfabetos tecnológicos, que são muito mais do que vemos, possam seguir suas vidas sem problemas e não afundar como náufragos na angústia de saber que vivem fora da sociedade.

Verdadeiro menino lobo vive mal entre humanos

A ciência avança na busca da eterna juventude.

Uma lenda antiquíssima se encontra nos textos de Heródoto de 2.500 anos: seria possível encontrar a fonte da eterna juventude. Essa é a maior expressão da ânsia de imortalidade do ser humano e de seu temor perante à velhice e a morte. Lendas do medievo europeu como a pedra filosofal, lugares mágicos buscados pelos espanhóis no Novo Mundo ou os mitos da água da vida buscada por Alexandre Magno testemunham essa busca incessante.
Os métodos mudaram e a ciência substituiu (não totalmente) a alquimia e a magia. Durante muitos séculos buscamos a fonte da juventude em algum lugar geográfico. Agora, sabemos que esse lugar está em nosso corpo. Estão em nossos genes desde o nascimento. No final de nossos cromossomos encontram-se estruturas denominadas telômeros que são essenciais para a estabilidade do genoma, todavia, apesar de sua importância, cada vez que nossas células se dividem, os telômeros se desgastam, levando ao mal funcionamento de tecidos e órgãos e, em última instância, à morte. O antídoto contra esse encurtamento dos telômeros é a enzima telomerase, que todos produzimos apenas durante o desenvolvimento embrionário. O resto do tempo a telomerase permanece silenciada, inerte. Só há uma exceção: para que ocorra algum câncer, as células despertam a telomerase. Assim, o estudo do câncer ensinou aos cientistas uma das chaves essenciais que abrirão as portas da eterna juventude. Ou pelo menos de um longo e saudável envelhecimento. Todos os cientistas que estudam a telomerase acreditam que em pouco tempo poderemos alargar nossas esperanças de vida. A pessoa mais velha do mundo no momento é um espanhol de 113 anos. Talvez, atingir essa idade não seja tão estranho em um futuro próximo.



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