Prejuízo ao crime organizado em Mato Grosso do Sul
Relatório recente do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) de Mato Grosso do Sul, corajosamente liderado pela Delegada Ana Cláudia Medina, aponta um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,2 bilhão ao crime organizado desde a sua criação, em agosto de 2020. Esse montante decorre da devida avaliação de bens diversos apreendidos como drogas, veículos e aeronaves, além do montante de representação pelo DRACCO por constrição patrimonial e bloqueio de valores provenientes de atividades ilícitas ou obtidos por meio de enriquecimento ilícito ou branqueamento de ativos.
Do ponto de vista estratégico, o DRACCO atua de forma consistente na responsabilização penal, na descapitalização das organizações criminosas, na reversão e recuperação de ativos e no ressarcimento aos cofres públicos e também das vítimas, promovendo, assim, a asfixia financeira dessas estruturas. Ao retirar o poder econômico obtido ilicitamente, enfraquece-se significativamente a capacidade de atuação do crime organizado. Ademais, parte desses recursos pode ser reinvestida na própria segurança pública, fortalecendo-a estruturalmente e tornando-a mais eficiente e qualificada.
O enfraquecimento estrutural do crime organizado, por meio da retirada de seu “oxigênio financeiro”, aliado à devolução à sociedade de valores obtidos ilegalmente, gera impactos relevantes no combate à impunidade. Trata-se de repressão qualificada, exercida com firmeza, rigor técnico e inteligência investigativa.
Finalizo destacando que o criminoso, de forma geral, pratica o delito movido por dois fatores principais: a expectativa de sucesso e a crença na impunidade. Quando a ação policial é enérgica, rigorosa, técnica e cirúrgica — como têm sido as operações conduzidas pelo DRACCO — observa-se não apenas a redução dos índices criminais, mas, sobretudo, o fortalecimento da tão almejada sensação de segurança para o cidadão.
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