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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018


19/04/2018 11:17

Palco da estreia do Brasil na Copa tem fama de “Cidade da Morte”

Só Andrei Chikatilo, um engenheiro de origem ucraniana, confessou 56 violentos assassinatos na cidade entre 1978 e 1990

Paulo Nonato de Souza
Palco da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, a Rostov Arena tem capacidade para 45 mil pessoas (Foto: Sputnik/Divulgação)Palco da estreia do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, a Rostov Arena tem capacidade para 45 mil pessoas (Foto: Sputnik/Divulgação)

Rostov do Don, a sede da estreia do Brasil na Copa de 2018, na Rússia, dia 17 de junho, contra a Suíça, pelo Grupo E, às 15 horas (horário de Brasília), não poderia ter fama mais macabra. A reputação que vai desde “Lar do Crime Organizado”, “Cidade da Morte” e “Casa dos Maníacos” teve origem nos 34 assassinatos em série registrados pela polícia local entre 1987 e 1999, fora um número ainda maior de estupradores presos no mesmo período.

Como predecessor dessa saga de violência urbana, quem mais contribuiu para a má fama de Rostov do Don foi Andrei Chikatilo, um engenheiro de origem ucraniana, que confessou 56 violentos assassinatos entre 1978 e 1990, a maioria mulheres e crianças como vítimas.

Considerado o mais famoso serial killer da Rússia, Andrei Chikatilo tinha dois apelidos. Pelo modo que cometia seus crimes, e como deixava os corpos, era chamado de “O Açougueiro de Rostov” e “Estripador Vermelho”. Acabou condenado à morte por 52 brutais crimes e executado em 1994.

“Isso tudo não aconteceu só na cidade de Rostov, mas sim por toda a região e em outras cidades. O próprio Chikatilo pegava suas vítimas pelas estações em diversos pontos de Moscou a Rostov, claro que a maioria delas na região de Rostov. Esses acontecimentos foram nos anos 90 que eram de muita instabilidade na Rússia, hoje em dia não se sente nada disso, tudo ficou no passado. Ainda existem maníacos como em todo mundo, infelizmente”, declarou o paulistano Paulo Auricchio, radicado em Rostov do Don há quase 10 anos, em entrevista ao Campo Grande News.

Segundo ele, a cidade de Rostov hoje em dia é muito segura, as pessoas são muito simpáticas e as mulheres são as mais lindas da Rússia inteira. “Na minha opinião a cidade precisa melhorar na questão de tráfego. Tem muito trânsito e nos últimos anos isso aumentou muito, mas tem diversos lugares turísticos, muitos russos vem visitar e admirar a culinária que é uma das mais gostosas da Rússia”, comentou.

O palestrino Paulo Auricchio vive em Rostov há quase 10 anos e garante que a fama de cidade violenta ficou no passado (Foto: Arquivo pessoal)O palestrino Paulo Auricchio vive em Rostov há quase 10 anos e garante que a fama de cidade violenta ficou no passado (Foto: Arquivo pessoal)

Fundada em 1749 na margem direita do rio Don, a cidade de Rostov do Don, com mais de 1,5 milhão de habitantes, está a 2h de viagem de avião até Moscou, a capital da Rússia, e a mais de 17 horas se o percurso de 1.075 km for de trem ou de ônibus. Seus apelidos não são nada estimulantes, mas certamente será colorida de verde e amarelo no final da segunda semana de junho para o primeiro desafio da Seleção Brasileira em busca do sexto título mundial.

Fora a fama de terror, Rostov do Don é considerada uma das cidades mais importantes do sul da Rússia. Porta de entrada do Cáucaso, região da Europa oriental e Ásia ocidental, entre o mar Negro e o mar Cáspio, onde estão as repúblicas socialistas da Geórgia, Armênia e Azerbaijão, além dos famosos campos petrolíferos de Baku, alvos da ofensiva alemã na Segunda Guerra Mundial.

A cidade ganhou um estádio novo para a Copa do Mundo. É o Rostov Arena com capacidade para 45 mil pessoas, e ne foram investidos 19,8 bilhões de rublos, algo em torno de R$ 1 bilhão. Uma de suas peculiaridades é a fachada vitral e estrutura de metal com luzes coloridas que oscilam conforme o barulho ao redor.

Além do jogo de estreia da Seleção Brasileira, dia 17 de junho, o Rostov Arena receberá outros três jogos da fase de grupos, dias 20, 23 e 26, e um da fase de oitavas de final da Copa no dia 2 de julho. É uma boa oportunidade para a cidade de Rostov do Don por fim na fama macabra, e que o terror seja apenas para a seleções perdedoras.

Como chegar em Rostov do Don a partir da capital Moscou.

De avião: Há voos regulares dos aeroportos internacionais de Domodedovo, Vnukovo e Sheremetyevo. A viagem tem duração de 2 horas.

De trem: Parte da Estação Kazansky diariamente. São 17 horas e 34 minutos de viagem no trem chamado Tikhy Don. Se não conseguir passagem, você pode buscar alternativas via cidades do sul russo, como Anapa, Adler e Kislovodsk.

De ônibus: A partida é da estação Orekhovo ou da estação de metrô Komsomolskaya. Tempo de viagem é de 17 horas.

Leia esta e outras reportagens no site www.lugaresporondeando.com.br - https://bit.ly/2qISqhl

Vista aérea da cidade de Rostov do Don, no sul da Rússia, com a ponte sobre o rio Don (Foto: Sputnik/Divulgação)Vista aérea da cidade de Rostov do Don, no sul da Rússia, com a ponte sobre o rio Don (Foto: Sputnik/Divulgação)
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