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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

05/08/2019 15:23

Após ameaças de vizinho, confusão em terreiro termina em ataque com garrafas

Esta é a segunda vez que grupo precisa registrar boletim de ocorrência contra vizinho

Danielle Matos
Cerca de seis garrafas foram jogadas no terreiro durante almoço entre amigos. (Foto: Direto das Ruas)Cerca de seis garrafas foram jogadas no terreiro durante almoço entre amigos. (Foto: Direto das Ruas)

Durante um almoço entre amigos no último domingo (5), vizinho de um terreiro de umbanda arremessou garrafas de vidro contra 13 pessoas e fez novas ameaças. Há pelo menos um mês, homem assustou frequentadores da casa ao aparecer com um facão em frente a residência, dizem os moradores.

Um mês após a primeira denúncia, o vizinho voltou a incomodar quem frequentava o terreiro. Por volta das 14h deste domingo (5), enquanto comemoravam o aniversário de um amigo, o grupo foi surpreendido por garrafas de vidro lançadas por cima do muro e ameaças como "O Exu Caveira quer pegar você".

Jéssica Jardim, amiga do casal proprietário da casa, estava presente nas duas situações. Ela explica que ouve um empurra-empurra entre as treze pessoas que cantavam e escutavam música no quintal, incluindo uma criança. “O vizinho estava bebendo e escutando música alta, mas até aí tudo normal. Quando começamos a tocar atabaque e cantar músicas de pagode, ele aumentou o som e começou a quebrar garrafas no nosso quintal, onde havia inclusive uma criança”.

No primeiro episódio, Jéssica explica que o grupo se reunia para um culto religioso e se preocupavam em terminar antes das 20h. “Somos umbandistas e no mês passado estávamos tocando um trabalho até às 20h, para respeitar a lei do silêncio, e o vizinho chegou gritando ‘agora vamos ver quem vai sair dessa casa! Vou matar todo mundo!’. Ele acelerou a moto na garagem e se dirigiu ao portão com um facão, batendo e nos ameaçando”.

Ao todo foram seis garrafas de vidro arremessadas. O grupo acionou a polícia e registrou boletim de ocorrência na Depac Centro. “Após o primeiro ocorrido, fomos à delegacia registrar um inquérito por intolerância religiosa e ameaça”. Junto aos colegas, Fernanda prestou queixa e entregou às autoridades policiais um pendrive contendo os vídeos que fez durante as ameaças. Segundo o proprietário da casa, que não deseja se identificar, o imóvel é alugado.

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