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Direto das Ruas

Após fogareiro explodir com álcool, idosa morre na Santa Casa

Em UTI, Valdete da Silva teve uma infecção pulmonar, que evoluiu para um choque séptico e parada cardíaca

Anahi Zurutuza | 05/09/2022 11:23
Valdete Maria da Silva, de 67 anos, morreu na noite deste domingo (4), após um mês internada na Santa Casa. (Foto: Direto das Ruas)
Valdete Maria da Silva, de 67 anos, morreu na noite deste domingo (4), após um mês internada na Santa Casa. (Foto: Direto das Ruas)

Após quase um mês em tratamento para queimaduras graves, Valdete Maria da Silva, de 67 anos, morreu na noite deste domingo (4), na Santa Casa de Campo Grande. Ela estava na casa da filha, no Bairro Aero Rancho, quando se acidentou com um fogareiro que era aceso por etanol.

Era manhã do dia 8 de agosto, uma segunda-feira, e Valdete havia se levantado antes da filha, Lidiane e da netinha de 7 anos. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, porque a idosa estava em coma desde o acidente, mas a vítima sofreu queimaduras em 46% do corpo, da cintura para cima, chegando a ter ferimentos de 2º grau.

“Minha ex-nora acordou com a mãe gritando. O que a gente sabe é que o galão de etanol explodiu. Ela foi socorrida por um vizinho rapidamente. Apagaram o fogo também bem rápido, sem nem precisar da ajuda do Corpo de Bombeiros”, narra Janete da Conceição Silva Vasconcelos, 63, nomeada para falar pela família. Ela é avó paterna da neta de Valdete.

A idosa foi levada para o Hospital Regional e depois, transferida para a Sana Casa de Campo Grande. Em UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) teve uma infecção pulmonar, que evoluiu para um choque séptico e parada cardíaca na noite de ontem.

Marcas da chamas na parede da casa onde houve o acidente. (Foto: Direto das Ruas)
Marcas da chamas na parede da casa onde houve o acidente. (Foto: Direto das Ruas)

Alerta – Janete, que é assistente social aposentada, aproveita a situação para alertar sobre o perigo do uso do etanol dentro de casa. Ela conta que a nora, desempregada e passando por dificuldades financeiras, precisou vender eletrodomésticos e o botijão de gás numa emergência. Há algum tempo, usava um fogareiro a álcool para cozinhar, enquanto a ex-sogra estava em busca de um fogão doado.

“Estamos em um período de vulnerabilidade econômica muito grande. Tenho visto situações muito parecidas com essa. Mas, é preciso conscientizar as pessoas, porque o etanol é muito perigoso. Não vale a pena”, afirma.

Um botijão de gás em Campo Grande chega a custar R$ 130, conforme a última pesquisa do Procon Municipal, feita em 25 estabelecimentos. O menor preço encontrado foi de R$ 105.

Ajuda – Valdete morava em Corumbá com o marido e, segundo Janete, a família precisa de ajuda para levar o corpo para o sepultamento na cidade a 417 km de Campo Grande. “A única renda deles era a aposentadoria do esposo, seu José. Ele tem Pax e vai conseguir fazer o velório e sepultamento lá, mas estão cobrando R$ 2,7 mil à vista pelo translado. Por isso, estamos atrás de quem puder ajudar nesse momento tão dolorido para eles”.

A assistente social oferece a própria conta bancária para receber a doações, pelo Pix 6799947-2645 (celular), de qualquer valor.

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