Equipe trabalha em rua sem buraco e gera dúvidas no Coronel Antonino
A Sisep informou que o procedimento segue protocolos técnicos
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Um vídeo gravado por uma comerciante em Campo Grande gerou questionamentos sobre o serviço de tapa-buraco na Avenida Coronel Antonino, onde uma equipe atuou em trecho aparentemente sem danos no asfalto. A Sisep explicou que o procedimento segue protocolos técnicos. O caso ocorre após a Operação Buraco Sem Fim, que investiga desvio de R$ 113,7 milhões em contratos de tapa-buracos entre 2018 e 2025, resultando em prisões de servidores e empresários.
Serviço de tapa-buraco na Avenida Coronel Antonino, em Campo Grande, levantou dúvidas sobre a intervenção feita. Isso porque a equipe responsável foi flagrada atuando em um trecho onde, aparentemente, não havia buracos ou danos evidentes no asfalto.
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O vídeo, gravado por uma comerciante da região, que não quis se identificar, mostra o momento em que a via se encontra com a superfície sem danos visíveis. “Fiquei inconformada, estava furando no chão mesmo sem buraco”, disse.
Na sequência, uma máquina realiza a intervenção e, após o procedimento, o local passa a apresentar uma deterioração no asfalto.
A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que o procedimento segue protocolos técnicos estabelecidos.
“Quando da execução do serviço, além dos buracos já existentes, nos pontos onde foi verificado que o pavimento asfáltico está com a base desgastada é feito também a fresa, a limpeza e a colocação de nova capa asfáltica. Se isso não for feito, após as chuvas nesses pontos surgiriam os buracos”, explicou por meio de nota.
Operação - Empresários, engenheiros e ex-secretário foram alvos da Operação “Buraco Sem Fim”, desencadeada no dia 12 de maio em Campo Grande.
A investigação apura esquema milionário de desvio de verba no serviço de tapa-buracos da Capital, envolvendo manipulação de medições, pagamentos por serviços não executados e desvio de dinheiro público.
Conforme consta no levantamento da operação, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões com o poder público.
Foram presos o ex-secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, que exerceu a função de 2016 a 2023; o engenheiro Mehdi Talayeh, que exercia a função de superintendente de Serviços Públicos da Sisep; Edivaldo Aquino Pereira, responsável pela Gerência de Manutenção de Vias, setor que comanda as operações de tapa-buracos; os servidores Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, dono da Construtora Rial Ltda., e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o pai do empreiteiro.
A Prefeitura de Campo Grande exonerou e afastou os funcionários da Sisep. O Governo do Estado também exonerou Rudi Fiorese, que até então era diretor-executivo da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).
A Prefeitura de Campo Grande já havia informado à reportagem que a investigação "se refere a contratos de manutenção de vias pavimentadas firmados desde 2017", ou seja, “em gestão passada”.
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