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Direto das Ruas

Homem espancado com tijolos e pauladas morre após dar entrada na Santa Casa

Vítima foi socorrida inconsciente na Rua Aimoré, esquina com a Avenida das Bandeiras, no Jardim Nhanhá

Por Bruna Marques | 05/04/2026 08:35

Homem, ainda não identificado, morreu após ser brutalmente espancado na noite de sábado (4), em Campo Grande. O crime aconteceu por volta das 22h45, na Rua Aimoré, esquina com a Avenida das Bandeiras, no Jardim Nhanhá.

RESUMO

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Um homem não identificado foi espancado com extrema violência na noite de sábado, na Rua Aimoré, no Jardim Nhanhá, em Campo Grande. Dois suspeitos o agrediram com chutes e tijoladas na cabeça, deixando-o em estado crítico, com possível traumatismo craniano. O Samu e os Bombeiros atenderam a ocorrência. A motivação é desconhecida e nenhum suspeito foi preso.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada em estado gravíssimo, inconsciente e com diversos hematomas no rosto. Equipes de socorro realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos ainda no local. Após ser estabilizado, o homem foi encaminhado à Santa Casa, onde chegou entubado, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima não portava documentos e ainda não foi identificada. Equipe da Polícia Civil de plantão da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) esteve no local acompanhada por equipes da perícia e do Goi (Grupo de Operações e Investigações). No entanto, a forte chuva que atingiu a região horas antes prejudicou a identificação de vestígios, além do local não ter sido preservado.

A polícia requisitou exame pericial no local e perícia papiloscópica na vítima na tentativa de identificação. Estabelecimentos comerciais próximos podem auxiliar nas investigações por meio de câmeras de segurança, mas estavam fechados no momento do crime.

O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal, mas, com a confirmação da morte, foi reclassificado como homicídio simples e segue em investigação.

Homem espancado com tijolos e pauladas morre após dar entrada na Santa Casa
Pedaços de tijolos que agressores usaram para agredir vítima (Foto: Direto das Ruas)

Relato da testemunha - De acordo com o marceneiro de 61 anos que mora em frente ao local, que terá a identidade preservada, dois rapazes mais jovens agrediram o homem com chutes, tijoladas e golpes na cabeça, mesmo depois dele já estar caído no chão.

“A minha esposa escutou algo que parecia uma mulher gritando. Então fui até a janela e vi a briga acontecendo. O homem estava brigando com outros dois rapazes, que pareciam bem mais jovens”, relatou.

Segundo ele, a agressão se intensificou rapidamente. “Em determinado momento, ele caiu no chão, embaixo de uma árvore. Foi então que começaram a chutá-lo. Eu comecei a gritar da janela para que parassem”.

A testemunha afirma que os agressores passaram a usar objetos para atingir a vítima. “Depois disso, eles pegaram um tijolo. Os tijolos ainda estão quebrados no local, cheio de sangue. Eles começaram a dar tijoladas na cabeça desse homem”, afirmou.

Mesmo com medo, o morador tentou intervir. “Tenho 61 anos, não tenho arma, não tenho nada. Mesmo assim, bateu o desespero por causa da minha família. Tenho um filho de 10 anos em casa”.

Ele contou que os suspeitos chegaram a fugir e voltar para continuar o ataque. “Fui até a rua, gritei, e eles correram. Quando voltei para pegar o celular e chamar a polícia, eles retornaram e continuaram a agredi-lo, sempre com golpes na cabeça”.

A ação só cessou após nova tentativa de intimidação. “Voltei a gritar e simulei que ia atravessar a rua. Eles correram novamente”.

Homem espancado com tijolos e pauladas morre após dar entrada na Santa Casa
Local onde vítima foi espancada (Foto: Direto das Ruas)

A vítima estava de bicicleta, que foi recolhida pela testemunha. “Me informaram que ele mora na Rua Aimoré mesmo, mas não sabemos o número”.

Não há confirmação sobre a motivação do crime. “Não sabemos se foi latrocínio, já que parece que ele estava sem documentos, ou briga por causa de droga, o que é comum aqui na região”, disse.

O morador também criticou o abandono da área. “O comércio na região praticamente deixou de existir. A área virou um abandono total por causa dos dependentes químicos e das reciclagens que existem aqui”.

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