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Economia

MS ocupa 4º lugar no crescimento da indústria do país em 2026, mostra IBGE

Produção acumula alta de 5,30% até maio, puxada principalmente pelo segmento de alimentos

Por Anderson Viegas | 11/07/2026 08:34
MS ocupa 4º lugar no crescimento da indústria do país em 2026, mostra IBGE
Indústria de alimentos, com destaque para a carne bovina, impulsionou o crescimento de MS em 2026 (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul registrou o quarto maior crescimento da produção industrial do país nos cinco primeiros meses de 2026, segundo a PIM Regional (Pesquisa Industrial Mensal Regional), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10). A atividade avançou 5,30% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, resultado superior à média nacional, de 1,40%.

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Mato Grosso do Sul teve o quarto maior crescimento da produção industrial do país nos cinco primeiros meses de 2026, com alta de 5,30 por cento, acima da média nacional de 1,40 por cento, segundo o IBGE. O avanço foi puxado pela indústria de alimentos, especialmente carne bovina, além de refino e biocombustíveis. Na comparação de maio com maio de 2025, porém, houve queda de 3,60 por cento na produção estadual.

À frente de Mato Grosso do Sul ficaram apenas Espírito Santo, com crescimento de 21,90%; Pernambuco, com 14,90%; e Rio de Janeiro, com 7,80%. Depois do Estado aparecem Mato Grosso, com 3,50%; Rio Grande do Sul, com 2,30%; e Goiás, com 1,80%.

A Pesquisa Industrial Mensal Regional acompanha a evolução da produção física da indústria, ou seja, as variações na quantidade produzida pelas atividades industriais. O indicador não representa diretamente faturamento, valor de vendas ou geração de empregos. No acumulado do ano, a comparação considera o período de janeiro a maio de 2026 em relação aos mesmos cinco meses de 2025.

O principal impulso para o desempenho sul-mato-grossense veio da indústria de alimentos. O segmento contribuiu com 4,70 pontos percentuais para a taxa de crescimento da indústria geral no acumulado de janeiro a maio.

Também houve contribuição positiva do setor de refino e biocombustíveis, de 2,34 pontos percentuais. Em sentido contrário, as indústrias extrativas exerceram influência de -0,75 ponto percentual, enquanto o setor de papel e celulose contribuiu com -1,02 ponto percentual. As contribuições são apresentadas pelo IBGE com arredondamentos, por isso a soma pode não corresponder exatamente aos 5,30% da indústria geral.

Entre os produtos que ajudaram a elevar a produção no acumulado do ano estão as carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, as carnes de suínos frescas ou refrigeradas e os embutidos e outros preparados de suínos. No segmento de refino e biocombustíveis, o destaque positivo foi o álcool etílico.

Já o açúcar cristal teve influência negativa no resultado de janeiro a maio, assim como os minérios de ferro e de manganês e as pastas químicas de madeira ao sulfato, branqueadas ou não, ligadas à indústria de papel e celulose.

Alimentos sustentam crescimento

Na comparação exclusiva entre maio de 2026 e maio de 2025, a produção industrial de Mato Grosso do Sul recuou 3,60%, enquanto o resultado nacional apresentou crescimento de 0,20%.

Nesse confronto mensal, as influências positivas vieram dos minérios de ferro e de manganês, além de produtos alimentícios como carnes bovinas, açúcar cristal, embutidos e outros preparados de suínos e carnes suínas.