Mãe relata falta de informações sobre soro contra escorpiões na Capital
Ela perguntou em hospital, UPA e ao Samu, mas não conseguiu a orientação que precisava
Um grupo de mães atípicas no WhatsApp no qual a professora de Biologia, Ana Lúcia de Oliveira, 25 anos, é participante, está cheio de fotos e relatos sobre a aparição de escorpiões em residências de Campo Grande e sobre o medo das crianças com deficiência serem picadas.
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Hoje (4), Ana falou ao Direto das Ruas sobre uma mensagem que preocupou por demonstrar a falta de informação relacionada à disponibilidade do soro antiescorpiônico na rede pública. "Uma outra mãe contou que foi no Hospital Regional e falaram que não tinha. Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica também não", disse.
A mãe que fez a busca preferiu não conversar com a reportagem. Mas, segundo confirmou uma familiar que também participa do grupo, foi necessário ir às duas instituições após o filho de 8 anos ser picado. "Não souberam informar e não deram o soro antiescorpiônico, só deram o soro normal e medicamento para dor, depois mandaram para casa", contou. A criança está bem.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também foi questionado, mas não soube responder, ainda de acordo com a pessoa da família do paciente.
Só para casos graves - Em material publicado anteriormente, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) esclareceu que casos leves a moderados são tratados com acompanhamento clínico e uso de analgésicos. Já nos casos graves, os pacientes são encaminhados a um hospital de referência para aplicação do soro antiescorpiônico. UPAs e CRSs (Centros Regionais de Saúde) estão preparados para atender os casos.
A reportagem perguntou à assessoria da pasta e do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul sobre a disponibilidade de soro antiescorpiônico e aguarda retorno para acrescentar à matéria.
Vários - Ana Lúcia mora no Bairro Parati e segue receosa quanto aos animais. Ela já encontrou alguns este ano. O último foi em 2 de abril.
"Já pedi para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) vir dedetizar minha casa e vieram. Parou de aparecer, mas algumas semanas depois, eles voltaram", afirma.
Ela compartilhou diversas fotos enviadas por outras mães atípicas que encontraram os aracnídeos. Uma delas relata ter sido picada em janeiro, no Jardim Manaíra.
Civitox - O Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica) é o responsável por orientar a população e profissionais de saúde sobre os casos de intoxicação por picada de escorpião e outros animais peçonhentos. O serviço também faz acompanhamento de casos avaliados como graves.
Conforme a coordenação Civitox informou anteriormente ao Campo Grande News, 99% das picadas desencadeiam quadros leves.
A orientação após uma picada é lavar o local com água e sabão e ir até uma unidade de atendimento de urgência e emergência imediatamente. Quando é possível, levar o animal fechado em um pote ou mostrar uma foto dele ajuda os profissionais a oferecerem o melhor tratamento.
A população ou profissionais de saúde podem entrar em contato diretamente com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campo Grande) pelos números abaixo:
- Plantão 24 horas (67) 98179-1369 (ligação, WhatsApp, SMS)
- Telefone: (67) 3386-8655
- Telefone de emergência: 0800-722-6001
- E-mail: civitox@saude.ms.gov.br
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.




