Moradores contratam patrola após chuvas destruírem ruas no Jardim Atlântico
Enxurrada arrasta veículos, isola residências e proprietários fazem "vaquinha" para se ajudar
RESUMO
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Moradores do Jardim Atlântico, em Campo Grande, enfrentam graves problemas causados pelas chuvas intensas. Na região, próxima à BR-262, alagamentos e crateras têm provocado acidentes, com registros de veículos arrastados pela enxurrada. A população local tem se organizado para realizar reparos emergenciais por conta própria. As chuvas das últimas 48 horas acumularam 108,6 milímetros na capital sul-mato-grossense. O estado permanece sob alerta laranja de tempestade do Instituto Nacional de Meteorologia, com volumes expressivos registrados em várias cidades, destacando-se Corguinho, com 238 milímetros na região da Fazenda Morro Alegre.
Moradores do Jardim Atlântico, nas imediações do Balneário Atlântico, às margens da BR-262, em Campo Grande, estão mobilizados para enfrentar as chuvas que têm alagado e provocado crateras nas ruas da região. Na tarde desta terça-feira, as patrolas, contratadas pelos moradores, estão trabalhando para liberar as ruas mais afetadas, principalmente, as ruas Sereia e Guarapiara.
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Segundo a moradora Sabrina Martins, hoje um motociclista foi levado pela enxurrada, o carro do seu marido ficou atolado e foi arrastado pela correnteza e um caminhão de entrega ficou preso em um buraco. Em todos os casos, quem fez o socorro foram os moradores.
“Nós acabamos de pagar uma patrola para tirar carros que caíram em um buraco. Agora à tarde, novamente. A gente acaba fazendo vaquinha para tentar amenizar a situação. Mas a gente sabe que não vai ser algo que vai ficar um bom tempo”, afirma Sabrina.
A região conta com cerca de 400 pessoas, que em períodos chuvosos ficam impedidas de sair de casa. “Estamos ilhados aqui”, afirma o empresário Arildo Benites ao ressaltar que esta não é a primeira vez que as chuvas prejudicam a região e os moradores já fizeram protestos recentes, inclusive, com o fechamento da BR-262, na saída para Três Lagoas.
Segundo Sabrina, os proprietários de casas e sítios pedem atuação do poder público. Eles têm se mobilizado por meio de grupos de whatsapp, um com 128 integrantes e outro com 210 membros.
Sabrina afirma que “o local está completamente abandonado, oferecendo risco real de acidentes graves e colocando em perigo a vida de quem passa por aqui todos os dias.”
"Já faz tempo que a população sofre com esse descaso e até agora nenhuma solução foi apresentada", conclui a moradora, que nesta terça-feira vai passar a noite em Campo Grande porque o acesso à sua casa está bloqueado pelos buracos.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para solicitar posicionamento sobre o ocorrido e aguarda o retorno.
Tempo - A chuva persistente desde a tarde de domingo (1º) já acumulou 108,6 milímetros em Campo Grande nas últimas 48 horas, segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), causando transtornos em vários pontos da cidade.
Mato Grosso do Sul segue sob alerta de tempestade de nível laranja do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), válido até as 23h59 desta terça-feira (4).
O maior volume no Estado foi registrado em Corguinho, com 238 milímetros na região da Fazenda Morro Alegre e 221,8 milímetros na área urbana. Também tiveram altos acumulados São Gabriel do Oeste (196,4 mm), Porto Murtinho (131,8 mm), Camapuã (118,2 mm) e Coxim (96,8 mm).
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
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