Prefeitura autorizou retirada de 6 árvores na Vila Bandeirantes por risco
Caso veio a tona após reclamação de estudante que se surpreendeu com poda drástica
O corte de seis árvores na esquina das ruas Alexandre Fleming e Mário Quintanilha, na Vila Bandeirante, que surpreendeu moradores e frequentadores da região nesta semana, foi autorizado pela Prefeitura de Campo Grande. Na sexta-feira (22), estudante de 22 anos procurou o Campo Grande News relatando susto ao ver apenas os tocos na calçada.
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A Prefeitura de Campo Grande autorizou o corte de seis árvores na esquina das ruas Alexandre Fleming e Mário Quintanilha, na Vila Bandeirante. A Semades emitiu documentos em 25 de março justificando a supressão por risco elétrico e estado fitossanitário das espécies, entre elas Mungubas e Pata-de-vaca. O replantio é obrigatório e os locais para novas mudas já foram sinalizados no meio-fio.
Neste sábado (4), um morador da região encaminhou à reportagem documentos que mostram que a vistoria técnica da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento e Gestão Urbana) autorizou a retirada das árvores.
Os documentos emitidos em 25 de março relatam que, apesar da aparência externa, detalham a necessidade da intervenção. Entre os motivos listados pelos técnicos para a supressão das espécies estão as Mungubas e a Pata-de-vaca.
Entre os motivos para a autorização estão risco elétrico – interferência direta com a fiação de alta tensão, exigindo inclusive acompanhamento da Energisa; e estado fitossanitário – já que, em alguns exemplares, foi identificado risco iminente de queda ou comprometimento da saúde da planta.
"Se não fizesse a supressão, corria o risco de cair em cima de carro, de uma criança, alguém que estivesse passando. Foi tudo feito dentro da lei", disse morador que prefere não se identificar.
Porém, a autorização da prefeitura é específica e impõe obrigações ao solicitante. A remoção deve ser feita por conta própria, mas o replantio é obrigatório. A Semades já marcou com tinta vermelha no meio-fio os locais onde novas mudas de médio ou grande porte deverão ser plantadas para compensar a perda da cobertura vegetal.
É importante lembrar que legislação de Campo Grande é rígida e o corte sem "Comunicado de Vistoria" é considerado crime ambiental. Recentemente, uma regra federal também passou a permitir que o cidadão realize a poda caso o órgão ambiental não responda ao pedido em até 45 dias, desde que haja laudo de um profissional habilitado. No caso da Vila Bandeirante, o processo foi concluído dentro dos trâmites municipais.
Caso - Pelo canal Direto das Ruas, o estudante que preferiu não se identificar, relatou que chegou a ver quando uma das árvores foi cortada. “Mas era uma que estava doente, para cair, depois que vi que cortaram as outras também, que parecem saudáveis”.
Três das árvores ficam na calçada de casa que foi comprada recentemente. “Se isso tiver sido feito com autorização, menos mal, mas mesmo assim, as árvores estavam lá há anos, sempre beneficiando os moradores e as aves que as usufruem”.
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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.




