ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, TERÇA  07    CAMPO GRANDE 23º

Política

"Dinheiro precisa voltar para quem paga impostos", defende Reinaldo

Ex-governador cita avanços de MS no saneamento como exemplo do potencial de investimentos locais

Por José Cândido | 07/07/2026 13:50
"Dinheiro precisa voltar para quem paga impostos", defende Reinaldo
Ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja defende um novo pacto federativo para ampliar a participação de estados e municípios na arrecadação de tributos e fortalecer investimentos em serviços públicos. (Foto divulgação)

A carga tributária cresce, a arrecadação bate recordes, mas o reflexo no dia a dia da população ainda está longe do esperado. Em Mato Grosso do Sul, cada contribuinte já desembolsou, em média, mais de R$ 5,6 mil em impostos apenas em 2026, enquanto a arrecadação federal ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão no mesmo período. Para o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, o problema não está apenas no volume de recursos arrecadados, mas na forma como eles são distribuídos entre União, estados e municípios.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, defende um novo pacto federativo para descentralizar recursos públicos. Ele aponta que a concentração de receitas na União prejudica estados e municípios, limitando investimentos em saúde, educação e saneamento. Em MS, cada contribuinte já pagou mais de R$ 5,6 mil em impostos em 2026, enquanto a arrecadação federal superou R$ 1 trilhão.

Segundo Reinaldo, o atual modelo federativo concentra grande parte das receitas em Brasília e deixa prefeitos e governadores com dificuldades para atender demandas essenciais da população, como saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico.

"O Senado pode mudar a legislação para disciplinar a distribuição dos recursos públicos federais e garantir que eles cheguem de fato aos municípios, onde as pessoas vivem. Não é aceitável que a União fique com a maior parte do bolo enquanto estados e prefeituras se viram para oferecer serviços básicos com recursos insuficientes", afirma.

O tema integra uma das principais bandeiras defendidas pelo pré-candidato, que propõe a construção de um novo pacto federativo capaz de ampliar a autonomia financeira dos municípios. Na avaliação dele, a descentralização dos recursos permitiria acelerar investimentos e reduzir desigualdades regionais.

Um dos exemplos citados por Reinaldo é o saneamento básico. Mato Grosso do Sul avançou nos últimos anos e passou de 46% para 77% de cobertura de esgotamento sanitário, além de superar 81% de cobertura conjunta de água tratada e esgoto. Apesar dos indicadores, o ex-governador avalia que o ritmo das obras ainda poderia ser maior caso estados e municípios tivessem maior capacidade de investimento.

Estudos do Instituto Trata Brasil apontam que cada R$ 1 aplicado em saneamento gera aproximadamente R$ 5,90 em benefícios econômicos e sociais, considerando ganhos em saúde, produtividade e qualidade de vida. Para Reinaldo, esses números demonstram que investir em infraestrutura básica representa economia para o poder público e melhora direta na vida da população.

"Cada real aplicado em saneamento retorna em saúde, produtividade e dignidade. O potencial é enorme, mas os municípios enfrentam limitações porque boa parte dos recursos permanece concentrada na União. É preciso reduzir a burocracia e fortalecer quem está mais próximo do cidadão", afirma.

Na avaliação do pré-candidato, o atual modelo de repartição das receitas públicas também limita investimentos em outras áreas estratégicas, como habitação, mobilidade urbana e segurança pública.

"Não se trata de pedir favor a Brasília. Trata-se de justiça federativa. O dinheiro arrecadado nos estados e municípios precisa retornar para quem produz e paga impostos. O cidadão merece hospitais mais estruturados, escolas melhores, ruas pavimentadas, moradia e saneamento de qualidade", defende.

Ex-governador de Mato Grosso do Sul por dois mandatos, Reinaldo destaca que a experiência à frente do Executivo estadual reforçou sua convicção sobre a necessidade de fortalecer financeiramente os municípios. Durante sua gestão, o programa "MS Ativo Municipalismo" foi apontado como referência em cooperação entre Estado e prefeituras.

"Quem já administrou conhece as dificuldades enfrentadas pelos municípios. Equilibrar as contas, investir e atender à população exige recursos. O Senado tem papel importante na construção de um pacto federativo mais equilibrado, que fortaleça estados e municípios e permita que o dinheiro arrecadado retorne em benefícios para a população", conclui.