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Direto das Ruas

Recém-nascido com sangramento na cabeça aguarda há 4 dias por exame de ultrassom

“Em um caso grave como esse, essa demora é muito perigosa”, relata o pai preocupado com a situação

Por Inez Nazira | 31/08/2026 13:49
Recém-nascido com sangramento na cabeça aguarda há 4 dias por exame de ultrassom
Fachada da Santa Casa de Campo Grande (Foto: Arquivo/Juliano Almeida)

Um recém-nascido prematuro, de apenas sete dias de vida, aguarda há quatro dias para realizar uma ultrassonografia do crânio na Santa Casa de Campo Grande. Segundo o pai do bebê, o exame foi solicitado na última quinta-feira (27) para acompanhar um sangramento no cérebro identificado na criança.

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Um recém-nascido prematuro de sete dias aguarda há quatro dias por uma ultrassonografia do crânio na Santa Casa de Campo Grande. O exame foi solicitado para monitorar um sangramento cerebral. Segundo o pai, outros bebês também esperam pelo procedimento, que estaria parado por ausência do único médico terceirizado habilitado para realizá-lo. A família registrou reclamações na ouvidoria do hospital, sem resposta. A Santa Casa não se manifestou até a publicação.

Conforme o relato do denunciante, outros recém-nascidos também estariam aguardando pelo procedimento e, no último sábado (29), havia quatro bebês na fila. Alguns pacientes, segundo ele, teriam deixado o hospital antes da realização do exame.

O familiar afirma que o problema estaria relacionado ao fato de o serviço ser terceirizado e contar, segundo ele, com apenas um médico especializado na realização de ultrassonografias em recém-nascidos.

“No meu caso específico, nós estamos com RN prematuro, com sangramento na cabeça e necessita de ultrassom do crânio. O médico do setor, que é terceirizado, simplesmente não vem trabalhar, e os exames estão parados”, relatou.

Ainda, segundo o denunciante, o médico responsável pelo serviço não teria comparecido durante o fim de semana e também não teria ido ao hospital nesta segunda-feira (31). O familiar afirma que tentou recorrer à Ouvidoria da Santa Casa para questionar sobre a realização do exame e formalizar uma reclamação.

“Já fizemos denúncias à ouvidoria. Já fomos no setor várias vezes. Nada adiantou. As enfermeiras já nos falaram que todo final de semana a ultrassom para, que é a maior dificuldade”, contou.

Segundo o pai do bebê, o sangramento na cabeça está relacionado à própria condição de prematuridade. “Sabemos que é algo normal de prematuro. O atendimento da pediatria foi tudo ok. O problema é esse setor mesmo, que é terceirizado”, afirmou.

A preocupação da família é com a demora para a realização do exame, considerado necessário para acompanhar a situação clínica do bebê. “Em um caso grave como esse, essa demora é muito perigosa”.

A reportagem procurou a Santa Casa para esclarecer a situação, incluindo a quantidade de recém-nascidos que aguardam pelo exame e a existência de apenas um profissional habilitado para realizar o procedimento. Até o momento da publicação desta matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação do hospital.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem através das redes sociais. Também é possível entrar em contato pelo canal Direto das Ruas.