Sete frentes tentam recuperar ruas castigadas pela chuva em Campo Grande
Buracos se multiplicam pela cidade, provocam acidente com motociclista e deixam moradores no prejuízo
A Prefeitura de Campo Grande mantém sete frentes de trabalho nas ruas para tentar recuperar trechos danificados pelas chuvas dos últimos dias. Segundo a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), foi feito um levantamento dos pontos mais afetados e, neste primeiro momento, o tapa-buracos está concentrado nas vias de maior fluxo.
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A Prefeitura de Campo Grande mobilizou sete frentes de trabalho para realizar a operação tapa-buracos em vias danificadas pelas fortes chuvas de setembro. O volume de precipitação na capital já superou a média histórica, agravando a deterioração do asfalto e causando acidentes e prejuízos aos condutores. O atendimento prioritário ocorre em avenidas de grande fluxo, como a Gury Marques e a Mascarenhas de Moraes, com previsão de estender os reparos aos bairros nas próximas etapas.
Entre as avenidas que recebem atendimento prioritário estão Gury Marques, Mascarenhas de Moraes, Presidente Vargas e Tyrson de Almeida. A previsão da secretaria é avançar para as ruas dos bairros depois dos trabalhos nas principais vias.
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A mobilização ocorre após uma sequência de chuvas agravar um problema antigo da Capital. Buracos aumentaram de tamanho, outros surgiram e moradores relatam prejuízos e acidentes. Em alguns pontos, motoristas dizem que desviar de uma cratera significa arriscar encontrar outra logo adiante.
Na Avenida Nove, na Nova Campo Grande, uma das situações terminou com uma motociclista ferida. Juseli dos Santos Acosta, de 40 anos, caiu ao passar por um buraco enquanto buscava insulina para a mãe.
“Eu não estava nem correndo. Não deu tempo de desviar do buraco. Todo dia que você passa nessa avenida é um buraco diferente”, relatou.

Juseli foi atendida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada a uma unidade de pronto atendimento.
Vice-presidente da associação de moradores da Nova Campo Grande, Fábia Britez, de 51 anos, afirma que os problemas na Avenida 9 existem há meses. Reparos chegaram a ser feitos, segundo ela, mas os buracos reapareceram. A estimativa da moradora é de que existam entre 30 e 40 pontos danificados ao longo da avenida.
“Eu desvio, tento pegar outra rua. A avenida está intransitável”, afirma.
Fábia também contabiliza prejuízo no próprio bolso. No ano passado, perdeu dois pneus ao passar por buracos e conseguiu ressarcimento porque tinha seguro.
Na região do Três Barras, a situação é semelhante. A comerciante Ethele Garcia Ruiz, de 56 anos, conta que um buraco no caminho em direção ao Bairro Itamaracá já existia antes das chuvas, mas aumentou depois dos últimos temporais.
Síndica de um condomínio com cerca de 250 unidades, ela relata que os moradores precisam passar constantemente pelo trecho. Ethele afirma que já precisou trocar duas rodas dianteiras do próprio carro depois que elas empenaram ao passar pelo buraco.
No Bairro Coophatrabalho, moradores também reclamam das condições da Rua Quinheira. Segundo relato encaminhado ao Campo Grande News, os problemas no trecho persistem há mais de três meses e se agravaram com as chuvas recentes.
O morador afirma que parte da via perdeu as condições de pavimentação e compara o trecho a uma estrada de chão, com pedras soltas. A situação, segundo o relato, tem provocado transtornos para quem precisa passar pelo local.
Setembro já supera chuva esperada para o mês - A piora das condições das ruas coincide com um setembro mais chuvoso que o normal. Até domingo (13), Campo Grande havia acumulado 102,2 milímetros de chuva, segundo o meteorologista Natálio Abrão, da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal).
O volume já supera em cerca de 16% os 88 milímetros esperados para o mês inteiro e está aproximadamente 38% acima da média histórica de 73,9 milímetros.
O acumulado aumentou depois do temporal de quinta-feira (10), seguido por novos registros de chuva na sexta-feira, no sábado e no domingo.
E a previsão indica que o problema pode continuar pressionando a malha viária. O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) aponta maior probabilidade de chuva acima da média histórica em Mato Grosso do Sul no trimestre de setembro, outubro e novembro.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.


