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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Junho de 2018

31/05/2010 08:33

Abrafrigo culpa BNDES pela crise nos frigoríficos

Redação

A Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) distribuiu nota responsabilizando o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) pela crise nas pequenas e médias empresas da área de carnes.

"A ausência de políticas de financiamento do BNDES, destinadas ao atendimento de pequenos e médios frigoríficos, continua deixando o setor fragilizado e pessimista sobre o seu futuro", diz a nota.

Conforme o presidente da Abrafrigo, Péricles Salazar, o pedido de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Frialto, empresa tradicional e bem conceituada no mercado de carnes, "é mais um exemplo de como o BNDES se mostra insensível com as necessidades das pequenas e médias empresas".

O frigorífico Vale Grande, de Iguatemi, do grupo Frialto, estima demissão de pelo menos 700 trabalhadores.

Só no ano passado, foram fechados 400 postos de trabalho do Frigorífico Diplomata, no mesmo município, e mais 250 no Frigorífico Fibrasil, em Eldorado.

Na região resta apenas o Frigorífico Frango Belo de Itaquiraí em atividade e o JBS Bertin de Naviraí (1,5 mil empregos - 1,55 mil cabeças abatidas ao dia).

Desde o ano passado cerca de 10 frigoríficos fecharam as atividades em Mato Grosso do Sul, totalizando 17 unidades em 13 cidades.

"O problema do Frialto estende a desconfiança para os produtores e o sistema financeiro, levando mais dificuldades para toda a cadeia produtiva. Temos conhecimento que o próprio Frialto requereu financiamento do BNDES e não foi atendido", observou o presidente da Abrafrigo.

Para ele, assim como o Frialto, outras empresas do mesmo porte têm sido barradas "inexplicavelmente".

A Abrafrigo cita como exemplo os casos dos frigoríficos Quatro Marcos e o Independência, que estão em processo de recuperação judicial porque não conseguiram crédito no BNDES para continuar atuando normalmente.

Conforme comunicado publicado no site da empresa, o Frialto pediu recuperação judicial "para assegurar a continuidade operacional das unidades frigoríficas em atividade" e tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação à Justiça.

O prazo para aprovação do plano pela Justiça é de 180 dias, período em que a empresa fica protegida contra ações e execuções.

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