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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

19/09/2011 11:02

Aftosa deixa pecuaristas paraguaios preocupados com perda de mercado

Edmir Conceição

Outra preocupação das autoridades paraguaias é com os empregos no setor frigorífico. Com a suspensão das exportações, calcula-se que 6 mil trabalhadores serão afetados diretamente.

Frigorífico paraguaio - fim das exportações vão colocar setor em recesso. (Foto: ABC color)Frigorífico paraguaio - fim das exportações vão colocar setor em recesso. (Foto: ABC color)

Os pecuaristas paraguaios estão preocupados com o foco de febre aftosa no Departamento de San Pedro, a 150 quilômetros da fronteira com Mato Grosso do Sul. Mercado de carne é a segunda fonte de divisas e tem peso considerável nas exportações do Paraguai. Os pecuaristas querem saber como será o futuro com o fechamento desse mercado. O primeiro pais a mencionar o bloqueio à carne paraguaia é o Chile, segundo o jornal ABC Color.

A origem da aftosa ainda não foi identificada. A Câmara Paraguaia de Carne quer essa informação da Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Animal), que foi informada das suspeitas há uma semana e só confirmou o foco oficialmente nesta segunda-feira, com dados sobre o controle e fiscalização do governo.

Para os pecuaristas, as autoridades sanitárias teriam falhado na fiscalização. Há pelo menos três semanas técnicos discutiram a hipótese de a aftosa voltar a contaminar o rebanho.

De acordo com o jornal ABC Color, o presidente interino da Senacsa, Simón Van Humbeck, se reuniu hoje cedo com o presidente Fernando Lugo e solicitou decreto de emergência distrital para que seja feito bloqueio. Ele admitiu que houve rumores há 20 dias sobre a aftosa e somente no último sábado é que o governo começou a investigar.

Neste domingo à noite os técnicos confirmaram a presença de aftosa em 13 cabeças de gado na fazenda do presidente da Associação Rural.

Empregos - Outra preocupação das autoridades paraguaias é com os empregos no setor frigorífico. Com a suspensão das exportações, calcula-se que 6 mil trabalhadores serão afetados diretamente. Os principais mercados do Paraguai são o Chile, Rússia e Europa.



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