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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/09/2017 20:25

Agropecuária ajuda MS a chegar aos 40 anos com maturidade econômica

Produção atual chega a ser 214 vezes maior que a dos primeiros anos do Estado

Osvaldo Júnior
Soja, como outros produtos dos campos de MS, contabiliza avanços expressivos (Foto: Marcos Ermínio)Soja, como outros produtos dos campos de MS, contabiliza avanços expressivos (Foto: Marcos Ermínio)

Mato Grosso do Sul chega aos 40 anos com maturidade econômica. O Estado, rural até no nome, apresenta números expressivos referentes à agropecuária. De 1978, ano da divisão, aos dias atuais, houve disparada na produção. Mas nenhum resultado surge sozinho, sem os braços e o conhecimento humanos. E está aí importante fator do crescimento: o Estado é o que mais avança em contratações no campo e tem, atualmente, o segundo melhor salário rural do País.

Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rebanho bovino cresceu 127% desde 1978: de 9,37 milhões para 21,35 milhões de animais (em 2015, último dado). No mesmo período, o rebanho suíno aumentou 135%, de 545 mil para 1,28 milhões de cabeças.

No caso da pecuária bovina, Mato Grosso do Sul, que ocupa o quarto lugar, teve o maior rebanho do País durante oito anos, de 1993 a 2001.

Ainda mais significativos são os números das lavouras, cujos dados mais antigos depois da divisão são os de 1980. Desse ano a 2017, a produção de cana-de-açúcar cresceu 214 vezes, de 242 mil toneladas para 51,92 milhões de toneladas.

Os dois principais grãos – soja e milho – também contabilizam saltos de produção. Em 1980, o Estado colheu 163 mil toneladas de milho, volume que representa 1,7% da colheita estimada para este ano, de 9,64 milhões de toneladas.

A soja já respondia por produção relativamente alta dois anos depois da divisão. Em 1980, foram colhidos 1,042 milhão de toneladas do grão nas lavouras de Mato Grosso do Sul. Neste ano, a produção soma, segundo o IBGE, 9,03 milhões de toneladas. O incremento é de 767%.

Para além dos números – Na composição desses números, há mãos, há histórias, há rostos, há pessoas.

Entre essas pessoas, estão: Éverton, que aprendeu nova profissão e teve ganho salarial; Caroline, jovem de 21 anos, que opera máquina pesada; Rafael, psicólogo que se dedica à produção de leite; e Alécio, que trabalha com gado há 49 anos, antes do nascimento de Mato Grosso do Sul.

O Campo Grande News, durante dois meses, entrevistou esses trabalhadores, além de diversas outras fontes, buscou informações em várias planilhas, em estatísticas diversas, comparou dados. Desse processo, resultam as matérias abaixo.  

Máquina durante colheita de soja em MS (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)Máquina durante colheita de soja em MS (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)

MS lidera criação de empregos e tem o segundo maior salário rural do País

Um dos termômetros da saúde de qualquer setor da economia é seu desempenho no mercado de trabalho. E por esse indicativo, a agropecuária de Mato Grosso do Sul não só permanece saudável em meio às adversidades econômicas, como também se destaca nacionalmente: contabiliza a maior alta em contratações e subiu do quinto para o segundo lugar em rendimento médio do trabalhador entre os 26 estados brasileiros. (Continue lendo)

Simulador usado em curso do Senar/MS (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)Simulador usado em curso do Senar/MS (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)

Campo se moderniza e impulsiona qualificação profissional em MS

O aquecimento do mercado de trabalho no campo está associado a série de fatores: avanço tecnológico, qualificação profissional, maior produtividade e decorrente aumento da produção. “São duas décadas de intensificação de investimentos em tecnologia, que fazem com que o setor agropecuário tenha recordes em produtividade e produção”, resume o engenheiro agrônomo Lucas Galvan, superintendente do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso do Sul). (Continue lendo)

Caroline trabalha como operadora de forwarder na Fibria (Foto: Divulgação/Fibria)Caroline trabalha como operadora de forwarder na Fibria (Foto: Divulgação/Fibria)

Com 21 anos, Caroline ajuda a elevar estatística de mulheres no campo

Mulher, jovem e operadora de máquina pesada. Com esse perfil, Caroline Coutinho, 21 anos, é exemplo de parte das transformações no mercado de trabalho agropecuário. Para conquistar o emprego de operadora de forwarder (colheitadeira florestal) no início deste ano, ela delineou mesmo caminho feito por número crescente de mulheres: o da qualificação. No Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Mato Grosso do Sul), a procura feminina por cursos aumentou 26% neste ano. (Continue lendo)

Rafael durante o trabalho de produção de leite (Foto:  Ariane Viera Marinho)Rafael durante o trabalho de produção de leite (Foto: Ariane Viera Marinho)

Rafael deixou clínica de Psicologia para se dedicar à produção de leite

O campo mora em Rafael Couto Coutinho desde sua infância. Nele também residem, sem nenhuma contradição nisso, um psicológico, um estudioso, um apaixonado por literatura, um leitor de Nietzsche, Baudelaire, Fernando Pessoa e outros autores. É com essa matéria-prima toda que ele está lapidando a si mesmo e dando forma a um homem do campo, a um empresário rural. (Continue lendo) 

Alécio em seu cavalo, o companheiro de trabalho na lida com o gado (Foto: Osvaldo Júnior)Alécio em seu cavalo, o "companheiro de trabalho" na lida com o gado (Foto: Osvaldo Júnior)

Um dia dos 49 anos da lida de Alécio com gado em propriedades rurais de MS

O galo canta para lembrar o sol de tingir o céu de laranja, algo típico em dias de calor intenso. Antes dessa conversa da natureza, Alécio Costa, 63 anos, já está na cozinha tomando chimarrão com a esposa Jailda Barbosa Nascimento, 66, ritual necessário para começar mais um dia de trabalho. Depois, ele fará o que faz há 49 anos: lidar com gado. (Continue lendo)



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