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Economia

Alta do petróleo faz governo manter desconto da gasolina

Benefício de R$ 0,44 por litro poderá ser reduzido ou extinto na próxima semana, dependendo do cenário

Por Ângela Kempfer | 09/07/2026 15:01
Alta do petróleo faz governo manter desconto da gasolina
Bombas de combustivel em Campo Grande (Foto: Arquivo)

A nova disparada do petróleo levou o governo federal a adiar a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. A medida seria anunciada nesta semana, mas o agravamento das tensões no Oriente Médio e a alta do barril fizeram o Ministério da Fazenda optar por esperar.

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O governo federal adiou a decisão sobre o fim do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina após o petróleo voltar a US$ 80 o barril, em razão das tensões no Oriente Médio. O ministro Dario Durigan afirmou que agirá com cautela e reavaliará o tema na próxima semana. A retirada poderá ser parcial ou total, conforme o cenário internacional.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que pretendia anunciar a retirada da subvenção, mas decidiu agir com cautela após o petróleo voltar à casa dos US$ 80 por barril.

“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, afirmou Durigan, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Segundo o ministro, a questão será novamente analisada na próxima semana. A retirada poderá ser parcial ou total, a depender do comportamento dos preços e da situação internacional.

O subsídio é usado pelo governo para amortecer o impacto da alta do petróleo sobre o mercado brasileiro. A intenção é evitar que uma escalada internacional dos combustíveis provoque pressão adicional sobre a inflação e encare produtos e serviços.

Isso não significa, porém, que uma eventual retirada do benefício levaria automaticamente a um aumento de R$ 0,44 no preço do litro pago pelo consumidor. O valor nas bombas também é influenciado pela política de preços das refinarias, impostos, mistura de biocombustíveis e margens da cadeia de distribuição e revenda.

A piora do cenário internacional não altera, segundo Durigan, os planos do governo de ampliar a participação dos biocombustíveis. A Lei 14.993, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, permite elevar o percentual de etanol anidro misturado à gasolina para até 35%, mediante comprovação de viabilidade técnica.

Durigan afirmou ainda que o governo não descarta propor percentuais maiores no futuro. Para ele, a instabilidade no mercado internacional reforça, em vez de enfraquecer, a estratégia brasileira de ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.