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Capital

São Julião entra no Vira CG Saúde com investimento de R$ 9,4 milhões

Já foram realizados mais de 1.500 atendimentos, entre cirurgias e exames

Por Fernanda Palheta e Ketlen Gomes | 09/07/2026 17:03
São Julião entra no Vira CG Saúde com investimento de R$ 9,4 milhões
Prefeita Adriane Lopes (PP) durante assinatura de convênio do VIRA CG Saúde com o Hospital São Julião (Foto: Ana Paula Fernandes)

O Hospital São Julião entrou oficialmente no Vira CG Saúde, programa da Prefeitura de Campo Grande para reduzir a fila de exames e cirurgias eletivas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A prefeita Adriane Lopes (PP) assinou, na tarde desta quinta-feira (9), o convênio que vai destinar cerca de R$ 9,4 milhões para a unidade.

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O Hospital São Julião foi incorporado ao programa Vira CG Saúde, da Prefeitura de Campo Grande, com um convênio de R$ 9,4 milhões assinado pela prefeita Adriane Lopes. Desde maio, a unidade realizou mais de 1.500 atendimentos pelo SUS, incluindo cirurgias oftalmológicas, gerais e urológicas. O novo repasse de R$ 4 milhões ampliará os serviços com cirurgias ortopédicas e exames de colonoscopia e endoscopia.

Os atendimentos começaram com o lançamento do programa, em maio deste ano, quando a unidade recebeu R$ 5 milhões. Desde então, já foram realizados mais de 1.500 atendimentos, entre eles cerca de mil procedimentos oftalmológicos, como cirurgias de catarata e estrabismo; mais de 400 procedimentos de cirurgia geral e 70 procedimentos urológicos.

O novo repasse de aproximadamente R$ 4 milhões vai ampliar os procedimentos disponíveis, incluindo cirurgias ortopédicas, exames de colonoscopia e endoscopia, além dos que já eram ofertados.

"Hoje nós estamos aqui no dia D da cirurgia, são 9 milhões e 400 mil reais investidos, mais de 2.580 cirurgias e procedimentos serão realizados aqui no Hospital São Julião e nós vamos seguir trabalhando com o Vira CG Saúde, um projeto para operar, fazer exames e trazer aí uma resposta rápida na área da saúde para os campo-grandenses”, disse a prefeita.

Adriane lembra que o programa contemplará seis hospitais. "Nós já passamos pela Funcraf [Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais], o Hospital Alfredo Abraão, o Hospital do Pênfigo, a Maternidade Cândido Mariano, e hoje nós estamos aqui. E o investimento já está acontecendo. As pessoas já estão sendo atendidas com exames e cirurgias. Eu tenho certeza de que o dia D, hoje, é só o primeiro de muitos que vão acontecer, para que a gente possa diminuir as filas e trazer saúde de qualidade”, completou.

O diretor técnico do Hospital São Julião, Augusto Afonso de Campos Brasil Filho, afirma que o atendimento ao SUS é prioridade. "É uma grande responsabilidade e somos cobrados a todo tempo pelo nosso presidente em ter esta comissão, essa preocupação. E, por isso, nós vamos puxando um pouco o hospital de um lado e de outro. Eu começo a achar que o hospital tem uma elasticidade fora do habitual, porque o nosso centro cirúrgico potencializa um volume de cirurgias que, com todo respeito, não é todo lugar que consegue atingir os números que a gente consegue em termos de assistência cirúrgica", disse.

Já a senadora Tereza Cristina (PP) ressaltou que atua para conseguir recursos para todo o Estado, mas Campo Grande precisa de mais reforço. "Porque atende a população de Campo Grande, principalmente na saúde, e também atende boa parte das outras pessoas que precisam dos serviços. E onde é que eles vêm? A Campo Grande. É aqui que eles se socorrem, porque temos uma saúde de qualidade, hospitais excelentes”, afirmou.

No lançamento do programa, em maio, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, afirmou que zerar a fila do SUS é um desafio complexo, mas o investimento deve reduzir o tempo de espera dos pacientes. “Hoje, em média, as pessoas aguardam cerca de um ano na fila, embora exista uma classificação de risco. Há pacientes esperando mais e outros menos, justamente por conta dessa priorização”, explicou.

Ainda conforme o secretário, as maiores demandas estão concentradas em cirurgias ortopédicas de alta complexidade, além de procedimentos de média complexidade, como cirurgias de vesícula, intestino, bexiga, urologia e bariátrica.

A iniciativa prevê mais de 24,8 mil atendimentos e investimentos superiores a R$ 60 milhões, com recursos viabilizados em parceria com a bancada federal, incluindo senadores e deputados.

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