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Economia

Apesar do dobro de prazo, segue tradição de deixar IR para última hora

Contribuintes têm até as 22h59 horas (horário de MS) desta terça-feira (30) para fazer a declaração anual do Imposto de Renda

Por Viviane Oliveira | 30/06/2020 13:07
Contadora há 28 anos, Consuelo Lopes reforça que a solução é entregar a declaração dentro do prazo para não gerar multa (Foto: Paulo Francis)
Contadora há 28 anos, Consuelo Lopes reforça que a solução é entregar a declaração dentro do prazo para não gerar multa (Foto: Paulo Francis)

Mesmo com prazo estendido de dois para quatro meses, o contribuinte deixou para a última hora a declaração do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) de 2020. No último dia de entrega, cerca de 53 mil pessoas ainda não declararam. Segundo a Receita Federal no Estado, até as 8h25 desta quarta-feira (20) 396.885 já havia feito a declaração. Em MS, a expectativa é que 450 mil contribuintes prestem contas.

Contadora há 28 anos e com escritório na Avenida Coronel Antonino, Consuelo Lopes, contou que em razão do novo coronavírus (covid-19), o prazo para entrega da declaração foi prorrogado do dia 30 de abril para 30 de junho. Mesmo assim, a pandemia atrapalhou e mesmo com prazo estendido, o contribuindo deixou para a última hora.

"O prazo prorrogou, mas as pessoas também prorrogaram o envio dos documentos para a elaboração da declaração. Faltando poucas horas para o termino, ainda tenho declarações em aberto por falta de documentação”, contou. O prazo termina às 22h59  (horário de MS).

Segundo Consuelo, a solução vai ser entregar dentro do prazo para não gerar multa e retificar depois. "Mesmo com o prazo estendido, o fator covid teve uma grande parcela de culpa. Os contribuintes tiveram dificuldade em ter acesso aos documentos em razão dos horários reduzidos das instituições. Muitos não têm acesso as senhas de aplicativos bancários e precisaram ir pessoalmente”, explicou.

Compartilha da mesma opinião o contator Leonardo Santos de Almeida. Segundo o profissional, mesmo com prazo estendido, a maioria deixou para o último dia. “Está bem corrido. Algumas questões técnicas mudaram neste ano, mas a maior mudança em razão da pandemia foi a prorrogação do prazo”, disse.

A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido. O Delegado da Receita Federal em Campo Grande, Edson Ishikawa, alertou que pode haver congestionamento e dificuldades em enviar os dados, para aqueles que deixaram para a última hora.

A orientação é para quem enfrentar problemas, enviar a declaração e deixar para retificar dados e informações depois. “O contribuinte pode fazer quantas retificações precisar. Por isso é importante não perder o prazo e, caso entenda que mandou com erro, basta corrigir depois”, explicou Edson.

A capital sul-mato-grossense é o município com mais declarantes. Dos 193 mil documentos esperados, 1167.815 já foram entregues, de acordo com dados divulgados na manhã desta terça.