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Economia

Bolsa sobe quase 10%, e dólar cai para R$ 5,08 em dia de recuperação

Em Nova York, índice Dow Jones teve melhor sessão desde 1933

Por Wellton Máximo, da Agência Brasil | 24/03/2020 22:08
O dólar comercial fechou esta terça-feira (21) vendido a R$ 4,206, com alta de R$ 0,017 (0,4%).  (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
O dólar comercial fechou esta terça-feira (21) vendido a R$ 4,206, com alta de R$ 0,017 (0,4%). (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Em meio ao anúncio de medidas emergenciais no Brasil e no exterior, o mercado financeiro teve um dia de trégua. A bolsa de valores, que ontem (23) caiu 5,22%, subiu quase 10% hoje (24). O dólar, que ontem tinha encostado em R$ 5,14, fechou abaixo de R$ 5,10.

O índice Ibovespa, da B3, a Bolsa de Valores brasileira, fechou esta terça-feira aos 69.729 pontos, com alta de 9,66%. O índice, que alcançou o maior nível em uma semana, operou com alta acima de 10% durante quase toda a sessão, acompanhando as bolsas no exterior.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,081, com recuo de R$ 0,058 (-1,12%). A cotação registrou queda durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 12h30, a moeda chegou a ser vendida a R$ 5,05.

A divisa acumula alta de 26,6% em 2020. Diferentemente dos últimos dias, o Banco Central (BC) não interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais nem fez leilões de swap cambial, que equivalem à venda de divisas no mercado futuro.

Estados Unidos

Hoje, o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, anunciou que comprará indefinidamente dívidas de empresas e emprestar recursos diretamente a empresas pelo tempo necessário. As perspectivas de fechamento de um acordo para o Congresso norte-americano aprovar o pacote de estímulos proposto pelo governo de Donald Trump também ajudaram o mercado. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou o dia com alta de 11,37%, com o melhor desempenho diário desde 1933.

Pacote de medidas

No Brasil, o mercado continua a reagir à ajuda emergencial de R$ 88,2 bilhões para estados e municípios e à injeção de R$ 1,2 trilhão na economia anunciada ontem pelo Banco Central. A edição de medidas provisórias para flexibilizar a legislação trabalhista durante a crise aliviam a perda do valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu uma trégua hoje. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

O barril do tipo Brent, que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, voltou a subir hoje. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 27,71, com alta de 2,52%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, que ontem tinham caído cerca de 4%, dispararam. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 15,92% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 15,22%.