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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

14/02/2019 12:18

Campo Grande tem menor inflação para janeiro nos últimos 25 anos

As altas dos índices em habitação, alimentação e despesas pessoais foram os grandes responsáveis pelo aumento da inflação

Viviane Oliveira
Botijão de gás foi um dos vilões da inflação (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)Botijão de gás foi um dos vilões da inflação (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Campo Grande fechou janeiro com inflação de 0,24%, o menor índice registrado para o primeiro mês do ano nos últimos 25 anos, desde o início da série histórica do plano real. Os dados IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor da Capital) foram divulgados hoje pelo Nepes (Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais) da Uniderp.

Segundo o coordenador do estudo, Celso Correia de Souza, as altas dos índices em habitação, alimentação e despesas pessoais foram os grandes responsáveis pelo aumento da inflação em Campo Grande. O grupo habitação, teve aumento de preços de dois produtos influenciados pelo governo, como taxa de água e esgoto e botijão de gás.

Os grupos transportes e vestuário foram os principais que seguraram a inflação, pois, tiveram altas deflações em seus índices (-0,96% e -1,97%, respectivamente). Essa nova política de preços da Petrobrás tem feito cair os preços dos combustíveis, principalmente, gasolina e diesel.

A inflação acumulada nos últimos doze meses está em 3,69%, abaixo da meta inflacionária do CNM (Conselho Monetário Nacional) para o país no ano de 2019, cujo centro da meta é de inflação de 4,25%. "A estabilidade do dólar, em torno de R$ 3,70, com tendência de queda, pode continuar trazendo alívio para a economia brasileira, pois, deixará de impactar a inflação com aumentos dos preços de produtos importados como trigo, máquinas de alta precisão, eletroeletrônicos e gasolina", explicou Celso. 

Os fatores que ajudaram na redução da inflação neste ano são nível de desemprego, os juros praticados na economia e o alto nível de endividamento da população, fazendo com que haja queda de consumo.

Vilões e mocinhos - Os dez “vilões” da inflação em janeiro são: taxa de esgoto/água (7,84%), botijão de gás (5,33%), mensalidade de clube (2,99%), aluguel em apartamento (0,63%), cenoura (49,89%), contrafilé (6,09%), alcatra (2,78%), feijão (7,30%), sapato masculino (5,62%), sabonete (4,67). Já os dez itens que ficaram mais baratos são: gasolina (-2,71%), tomate (-21,92%) patinho (-6,22%) e participação de -0,04%, calça masculina (-7,37%), arroz, com baixa (-3,46%), ovos (-13,31%), cabeleireiro (corte e pintura) (-2,13%), batata ( -8,03%), diesel (-0,68%), sapato feminino (-4,49%).

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