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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

02/03/2018 14:38

Com 1.589 vagas, criação de empregos em janeiro é a maior em seis anos

Saldo resultou, sobretudo, do desempenho do setor da agropecuária

Osvaldo Júnior
Emprego no campo apresentou o maior crescimento entre os setores da economia (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)Emprego no campo apresentou o maior crescimento entre os setores da economia (Foto: João Carlos Castro/Senar-MS)

Mato Grosso do Sul iniciou o ano com alta acentuada na criação de empregos. O saldo entre contratações e demissões foi de 1.589 novas vagas em janeiro, incremento de 82% na comparação com mesmo mês de 2017, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados, nesta sexta-feira (dia 2), pelo Ministério do Trabalho.

O resultado é o maior para o mês no período de seis anos. Esse crescimento, no entanto, não foi acompanhado pela renda média do trabalhador sul-mato-grossense, que contabiliza queda nominal (sem considerar a inflação) de 0,94%.

De acordo com o Caged, em janeiro foram contratados 19.545 e demitidos 17.956 trabalhadores em Mato Grosso do Sul, resultando no saldo de 1.589 novos postos. São 718 empregos a mais que os 871 gerados em igual período de 2017. Considerando os anos imediatamente anteriores, a quantidade de janeiro de 2018 só é menor que a do mesmo mês de 2012, quando foram criados 1.970 empregos.

Entre os setores, o que mais ajudou a elevar a quantidade de empregos foi o da agropecuária. De janeiro do ano passado para o mesmo mês deste ano, o saldo de empregos no campo aumentou de 206 para 798. disparada de 287%.

Também apresentaram crescimento os setores de serviços (de 344 para 775) e o da indústria (de 340 para 366). O serviços industrias de utilidade pública terminou janeiro com resultado negativo (-15) mais brando que o do mesmo período de 2017 (-95).

Situação semelhante a do comércio (de -492 para -481) e do comércio (-492 para -481). Já a extrativa mineral (de 6 para -5), construção civil (de 370 para 152) e administração pública (2 para -1) retraíram o saldo de empregos.

Renda – Apesar da recuperação nas contratações, os trabalhadores continuam recebendo valores relativamente baixos. A renda média de admissão foi, em janeiro deste ano, de R$ 1.329,78. No primeiro mês de 2017, o rendimento médio era de R$ 1.342,36.

Novas regras – Os movimentos no mercado de trabalho, resultantes das mudanças na legislação trabalhista, também foram observados pelo Caged.

Em Mato Grosso do Sul, por acordo entre empregados e empregadores, foram demitidos 216 trabalhadores, mais que o dobro dos 102 desligados da mesma forma em dezembro do ano passado. Quanto ao trabalho intermitente, foram realizadas 12 admissões e 2 desligamentos nessa modalidade.

País – Em janeiro, foram abertas 77.822 vagas de trabalho formal em todo o Brasil, aumento de 0,21% em relação ao estoque de dezembro de 2017. Foram 1.284.498 admissões e 1.206.676 desligamentos.

Dos oito setores da economia, cinco tiveram saldos positivos. O principal deles foi o da indústria, que apresentou acréscimo de 49.500 postos, um acréscimo de 0,69% sobre o mês anterior. 

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