Com dívida de R$ 30 milhões em MS, Americanas freia fechamento de lojas
Empresa diz que encerrou reestruturação e busca clientes, apesar de passivo com fornecedores no Estado

A Americanas afirmou nesta quinta-feira (26) que não fará mais fechamento massivo de lojas no Brasil e pretende usar as unidades como pontos de entrega, após concluir a reestruturação e pedir saída da recuperação judicial. A estratégia inclui estabilizar cerca de 1.470 lojas e retomar clientes, enquanto a empresa ainda acumula dívida estimada em R$ 30 milhões com fornecedores em Mato Grosso do Sul.
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A Americanas anunciou que não realizará mais fechamentos em massa de lojas no Brasil, optando por utilizar as unidades como pontos de entrega após concluir sua reestruturação. A empresa, que mantém cerca de 1.470 lojas, busca estabilidade e recuperação de clientes, mesmo acumulando dívida de R$ 30 milhões com fornecedores em Mato Grosso do Sul. A companhia encerrou 2025 com resultado financeiro positivo e mudou seu modelo de negócios, priorizando operações físicas que representam 95% da receita. Com presença em mais de 800 cidades e 95 milhões de visitas mensais em suas plataformas, a Americanas aguarda aprovação para sair da recuperação judicial, afirmando ter cumprido as obrigações do plano.
O presidente da companhia, Fernando Soares, disse que a redução de cerca de 300 lojas ao longo de 2025 afetou a base de clientes. Segundo ele, a queda ocorreu por causa da reorganização da rede, e não por falta de demanda. A empresa avalia que o número de consumidores deve crescer com a normalização das operações.
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A Americanas informou que já abriu novas unidades de forma pontual e atua em mais de 800 cidades. A companhia registra cerca de 95 milhões de visitas por mês, somando lojas físicas, site e aplicativo, além de mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.
No Estado, porém, a empresa ainda carrega passivo relevante. Levantamentos indicam dívida entre R$ 30 milhões e R$ 31 milhões, concentrada em fornecedores e serviços como energia e internet. Débitos tributários aparecem em menor escala, com cobranças que somam cerca de R$ 250 mil.
A nova estratégia prevê uso das lojas como pontos logísticos para parceiros. Soares afirmou que a capilaridade da rede pode atrair plataformas digitais interessadas em ampliar a entrega de produtos no País. Ele citou parceria com o Magazine Luiza no marketplace como exemplo de integração operacional.
O executivo disse que a empresa busca elevar a frequência de compras e o valor gasto por cliente. Programas de fidelidade fazem parte dessa estratégia. Hoje, o canal digital responde por cerca de 4% das vendas totais.
A Americanas também mudou o modelo de negócios. A loja física passou a concentrar a operação, enquanto o digital atua como complemento. Em 2025, 95% da receita veio das lojas e 5% do digital, o inverso do cenário registrado até 2022.
No campo financeiro, a companhia informou que encerrou 2025 com caixa superior à dívida e resultado líquido positivo. A melhora operacional chegou a R$ 770 milhões no ano, dentro de um total de mais de R$ 2 bilhões acumulados no período de reestruturação.
O pedido de saída da recuperação judicial ainda depende de aprovação. A empresa afirma que cumpriu as obrigações do plano e pagou a maior parte dos fornecedores à vista.

