Policial acusado de roubar contrabando é solto, mas seguirá afastado
Frederico Telles Damasio da Costa era lotado na Depac e teve a liberdade provisória concedida em 25 de março
Apesar de ter a prisão preventiva revogada pela Justiça, o investigador da Polícia Civil Frederico Telles Damasio da Costa continuará afastado das funções em Mato Grosso do Sul. A decisão foi formalizada por meio de portaria publicada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (27).
RESUMO
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Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Frederico Telles Damasio da Costa, teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça, mas permanecerá afastado de suas funções. O policial, que estava preso desde dezembro de 2025, é acusado de roubar uma carga de contrabando e tentar revendê-la no camelódromo. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil manteve o afastamento compulsório do servidor, que inclui o recolhimento da arma funcional, carteira policial e suspensão de acessos a sistemas institucionais. As medidas cautelares impostas também proíbem seu acesso a qualquer delegacia de polícia.
Conforme o documento, a revogação da prisão ocorreu no âmbito do processo que apura roubo de contrabando. A decisão judicial impôs medidas cautelares, entre elas a suspensão do exercício da função pública e a proibição de acesso a qualquer delegacia de polícia.
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Diante disso, o corregedor-geral da Polícia Civil, Clever José Fante Esteves, determinou a manutenção do afastamento compulsório do servidor, que é lotado na Depac ( Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, em Campo Grande.
A portaria também prevê a continuidade do recolhimento da arma funcional, carteira policial e outros bens públicos sob posse do investigador, além da suspensão de acessos a sistemas institucionais, como bancos de dados da corporação. A ação corre em sigilo.
Segundo o texto, o afastamento deve permanecer válido pelo mesmo período das medidas impostas pela Justiça. O caso também será analisado em procedimento disciplinar interno da Polícia Civil. A decisão tem efeito a partir do dia 25 de março de 2026, data em que foi cumprido o alvará de soltura do investigador.
Prisão - Frederico foi preso em 17 de dezembro do ano passado por força de mandado expedido dois dias antes. O investigador era lotado na 5ª Delegacia de Polícia e, após o caso vir à tona, acabou removido “ex officio” para a Depac Centro, conforme publicação administrativa assinada pelo delegado-geral da Polícia Civil, em substituição legal, Márcio Rogério Faria Custódio, no dia 22 de outubro de 2025.
De acordo com as informações apuradas pelo Campo Grande News, o policial é investigado por roubar uma carga de contrabando e tentar revendê-la no camelódromo, em outubro deste ano. A conduta, atribuída a um agente da própria Polícia Civil, motivou a abertura de investigação e, posteriormente, a expedição do mandado de prisão.
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