Para 91%, escolas não estão preparadas para lidar com saúde mental
Resultado da pesquisa do IBGE que aponta avanço de sofrimento emocional entre estudantes
A enquete do Campo Grande News apontou que, com 91% dos votos, a maioria afirma que as escolas não estão preparadas para lidar com a saúde mental dos estudantes. Apenas 8% acreditam em uma preparação parcial, enquanto só 1% considera que há estrutura suficiente.
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Pesquisa do Campo Grande News revela que 91% dos entrevistados consideram as escolas despreparadas para lidar com a saúde mental dos estudantes. Dados do IBGE mostram que 21% dos alunos entre 13 e 17 anos em Mato Grosso do Sul já questionaram o valor da vida. O ambiente escolar apresenta desafios significativos, com casos de bullying e humilhações relacionadas à aparência, especialmente em Campo Grande. Profissionais da educação apontam sobrecarga de responsabilidades e defendem que questões de saúde mental devem ser tratadas por especialistas da área.
A percepção do público encontra respaldo nos dados da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revelam que em Mato Grosso do Sul 21% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram já ter sentido que a vida não valia a pena. O levantamento também mostra que quase metade relatou preocupação constante com questões do dia a dia, enquanto mais de um quarto afirmou se sentir triste com frequência e cerca de 25% disseram sentir que ninguém se importava com eles na maior parte do tempo.
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Os dados ainda apontam para um ambiente escolar marcado por conflitos, com registros de bullying, agressões físicas e humilhações, muitas vezes relacionadas à aparência. Em Campo Grande, por exemplo, a Capital aparece com destaque negativo em casos de humilhação ligados ao corpo, o que contribui para o agravamento do sofrimento emocional entre estudantes.
Entre as participações enviadas por leitoras no Facebook, os comentários reforçam essa percepção. “Se nem o sistema de saúde está preparado, por que as escolas estariam?”, questiona Hilda Maria França. Mônica Guimarães segue a mesma opinião e fala sobre o que está ao alcance dos profissionais. “Quem trabalha, trata saúde mental são médicos e psicólogos, professores já têm uma sobrecarga absurda de responsabilidade social, para que joguem mais esta sobre suas costas. O que podemos fazer é identificar e encaminhar”.
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